RCB/TuneIn
Quinta, 20 Set 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
AMC: MAIORIA APROVA CONTAS
Rádio Cova da Beira
Com os votos contra do movimento “De novo Covilhã”, PSD e CDU, e a abstenção do CDS, a Assembleia Municipal da Covilhã (AMC) aprovou por maioria o relatório e contas de gestão da autarquia referentes a 2017.
Por Paula Brito em 04 de May de 2018
 

Anos de eleições autárquicas como espelham os documentos analisados pela CDU. Vítor Reis Silva diz que foi com o aumento de 50% das transferências de capital para as freguesias que o PS ganhou as eleições. Além de eleitoralista, o documento é o espelho da inércia da maioria socialista.

“As grandes opções do plano apresentam uma taxa de execução de 27,11%, o plano plurianual de investimentos tem uma taxa de execução de 27,11%, o plano de acção municipal uma taxa de 26,61%. A taxa de execução destes três documentos revelam a realidade de uma câmara municipal que planifica, introduz projectos e ideias no plano e orçamento, mas que não executa”.

Também para a bancada “De novo Covilhã” os documentos são eleitoralistas e espelham uma estratégia onde o movimento não se revê, como referiu o líder da bancada, Luís Fiadeiro.

“As contas reflectem uma estratégia e uma política delineada em ano eleitoral do qual nós estamos em pleno desacordo.”

PSD também votou contra porque os documentos não respeitam os princípios básicos de rigor e credibilidade como referiu Marco Aurélio, na análise ao documento.

“Não é realista, não é credível, pois retira do perímetro da dívida quase 5,5 milhões de euros, arrumando-os em acréscimos e diferimentos, a isto chama-se desorçamentação (…) no mesmo relatório do Revisor Oficial de Contas, é ainda referido que, na prática, a execução da receita da câmara da Covilhã não cumpre os mínimos estipulados, 85%, há instantes o senhor presidente vangloriou-se de 78%, aqui diz que não foram estabelecidos os mínimos estipulados na lei.”

João Vasco Caldeira justificou a abstenção da bancada do CDS-PP.

“Porque encontramos nestas contas números positivos, como a redução do passivo, mas há números que nos deixam preocupados. Não podemos deixar de salientar que estas contas são as últimas apresentadas pelo sr. presidente relativamente ao seu primeiro mandato, e esperamos que as próximas possam trazer novidades e melhorias para o nosso concelho.”

Vítor Pinho, da bancada socialista, reforçou o que Vítor Pereira já tinha dito sobre os documentos com uma taxa de execução de 78%, “uma das maiores do século”, num ano em que foram pagos 7 milhões de euros de dívida e reduzidas 9,6 milhões de euros de passivo. O PS, refere o deputado socialista, vai assim saldando as contas do passado.

“Longe vão os tempos de orçamentos de centenas de milhões de euros que faziam parangonas de jornais mas que muitas vezes representavam uma mão cheia de nada, com taxas de execução baixíssimas. Os números hoje aqui apresentados revelam uma taxa de execução de 78% com um valor de execução a ultrapassar os 28 milhões de euros, não fossem os conhecidos atrasos no Portugal 2020 e esta taxa de execução seria mais elevada. São estes os números de quem gere, não para parangonas de jornais, mas com eficiência”.  

Com 27 votos a favor, três abstenções (CDS-PP) e nove votos contra (De novo Covilhã, PSD e CDU) a assembleia municipal da Covilhã aprovou as contas do município do ano passado. 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados