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Domingo, 20 Mai 2018
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UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
CANDIDATURA EM CIMA DA MESA
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã pode avançar com uma candidatura para vir a ser reconhecida como cidade criativa da Unesco na área da cultura. O anúncio feito pelo presidente da autarquia na sessão de abertura da primeira edição dos “encontros com a cultura” que o município vai promover para antecipar a abertura do centro de inovação cultural que deve ocorrer no último trimestre de 2019.
Por Nuno Miguel em 03 de May de 2018
De acordo com Vítor Pereira “é nosso objectivo gerar novos circuitos de visitação, desenvolver novos espaços e equipamentos, impulsionar o turismo cultural e industrial. É uma aposta transversal que se vai unir à área social e comunitária com projectos artísticos e criativos na área do design e que abre caminho para que se possa apresentar uma candidatura a cidade criativa da Unesco”. 
O autarca covilhanense refere que o centro de inovação cultural, que vai nascer da requalificação do actual teatro municipal, pretende afirmar-se como um espaço de apoio à criação e estabelecimento de parcerias com os agentes locais e consequentemente atrair novos fluxos de público. Um investimento que, a par dos novos centro de inovação social e empresarial, quer contribuir para dar uma nova vida ao centro da cidade, e dessa forma dinamizar a cidade do ponto de vista cultural, económico e social “procuramos que a cultura possa ser um agente catalisador da qualificação do território de forma transversal, passando pela educação, pela criação de novas dinâmicas económicas e sociais, pelo turismo e pela forma como a cidade comunica nacional e internacionalmente. A cultura é hoje uma poderosa alavanca económica das regiões e dai ser inteligente, do meu ponto de vista, apostar na preservação e dinamização cultural que, em última instância, será aquilo que nos vai diferenciar em relação às outras regiões e a outros destinos turísticos num mundo cada vez mais globalizado”.   
Mas para além da autarquia, também a universidade da Beira Interior quer ter um papel mais activo no agendamento cultural da Covilhã e de toda a região. A ideia é defendida por Anabela Dinis, pró reitora daquele estabelecimento de ensino superior “a UBI pode e deve ter um papel mais activo no agendamento cultural da Covilhã e da região. Não há universidade do mundo sem se ser de cultura. Por isso a partir das suas áreas científicas como as ciências da cultura, multimédia, artes, cinema e literatura a UBI tem de se assumir como um sujeito produtor de oportunidades de cultura para a região. Não lhe falta capacidade instalada e temos recursos humanos para poder contribuir de forma muito significativa para um salto qualitativo da oferta cultural local”  
Também a presidente da comissão de coordenação da região centro entende que a cultura é uma das marcas identitárias que mais contribui para a preservação das tradições e para a diferenciação dos territórios. Por isso Ana Abrunhosa deixou elogios ao trabalho que a autarquia covilhanense está a desenvolver nesta área “elogio a estratégia que este município adoptou de considerar as artes, a música e a cultura como fundamentais para o desenvolvimento deste território. E até nos projectos que negociou connosco, no âmbito dos fundos comunitários, houve sempre um denominador comum. Era que a obra física que vai ser efectuada fosse também um pretexto para a arte e para a cultura”. 

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