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Sexta, 20 Jul 2018
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CIMD Cabecalho
CULTURA
CANDIDATURA EM CIMA DA MESA
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã pode avançar com uma candidatura para vir a ser reconhecida como cidade criativa da Unesco na área da cultura. O anúncio feito pelo presidente da autarquia na sessão de abertura da primeira edição dos “encontros com a cultura” que o município vai promover para antecipar a abertura do centro de inovação cultural que deve ocorrer no último trimestre de 2019.
Por Nuno Miguel em 03 de May de 2018

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De acordo com Vítor Pereira “é nosso objectivo gerar novos circuitos de visitação, desenvolver novos espaços e equipamentos, impulsionar o turismo cultural e industrial. É uma aposta transversal que se vai unir à área social e comunitária com projectos artísticos e criativos na área do design e que abre caminho para que se possa apresentar uma candidatura a cidade criativa da Unesco”. 
O autarca covilhanense refere que o centro de inovação cultural, que vai nascer da requalificação do actual teatro municipal, pretende afirmar-se como um espaço de apoio à criação e estabelecimento de parcerias com os agentes locais e consequentemente atrair novos fluxos de público. Um investimento que, a par dos novos centro de inovação social e empresarial, quer contribuir para dar uma nova vida ao centro da cidade, e dessa forma dinamizar a cidade do ponto de vista cultural, económico e social “procuramos que a cultura possa ser um agente catalisador da qualificação do território de forma transversal, passando pela educação, pela criação de novas dinâmicas económicas e sociais, pelo turismo e pela forma como a cidade comunica nacional e internacionalmente. A cultura é hoje uma poderosa alavanca económica das regiões e dai ser inteligente, do meu ponto de vista, apostar na preservação e dinamização cultural que, em última instância, será aquilo que nos vai diferenciar em relação às outras regiões e a outros destinos turísticos num mundo cada vez mais globalizado”.   
Mas para além da autarquia, também a universidade da Beira Interior quer ter um papel mais activo no agendamento cultural da Covilhã e de toda a região. A ideia é defendida por Anabela Dinis, pró reitora daquele estabelecimento de ensino superior “a UBI pode e deve ter um papel mais activo no agendamento cultural da Covilhã e da região. Não há universidade do mundo sem se ser de cultura. Por isso a partir das suas áreas científicas como as ciências da cultura, multimédia, artes, cinema e literatura a UBI tem de se assumir como um sujeito produtor de oportunidades de cultura para a região. Não lhe falta capacidade instalada e temos recursos humanos para poder contribuir de forma muito significativa para um salto qualitativo da oferta cultural local”  
Também a presidente da comissão de coordenação da região centro entende que a cultura é uma das marcas identitárias que mais contribui para a preservação das tradições e para a diferenciação dos territórios. Por isso Ana Abrunhosa deixou elogios ao trabalho que a autarquia covilhanense está a desenvolver nesta área “elogio a estratégia que este município adoptou de considerar as artes, a música e a cultura como fundamentais para o desenvolvimento deste território. E até nos projectos que negociou connosco, no âmbito dos fundos comunitários, houve sempre um denominador comum. Era que a obra física que vai ser efectuada fosse também um pretexto para a arte e para a cultura”. 

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