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Terça, 16 Out 2018
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POLÍTICA
TEIXOSO: ASSEMBLEIA REJEITA MOÇÃO DO CDS
Rádio Cova da Beira
A assembleia da união de freguesias Teixoso/Sarzedo, rejeitou por maioria uma moção que foi apresentada pelo eleito do CDS/PP no sentido de manter a realização da feira medieval “Terras do Teixo”.
Por Nuno Miguel em 03 de May de 2018

Recorde-se que na reunião do órgão que decorreu no passado mês de Dezembro, o presidente da autarquia anunciou que a realização do certame com o mesmo nome iria manter-se, mas deixando de ter a componente medieval para assentar nas potencialidades gastronómicas daquela localidade.

 

 

Na última reunião do órgão, Paulo Silvino apresentou uma moção para que o certame mantivesse o conceito medieval, uma vez que a situação tem gerado várias manifestações de descontentamento por parte da população

 

“Foi com bastante desagrado que as pessoas ouviram a informação que o presidente da junta deu, aliás estava contemplada no orçamento, de que a feira perdeu o nome. Parece-me existir algum receio de colocar à votação esta moção. Fala-se muito na rua, mas vamos ver os que os membros da AF têm a dizer”.    

 

A resposta acabou por chegar por intermédio do presidente da assembleia de freguesia. Pedro Pais refere que a decisão de alterar o conceito da feira foi tomada depois de uma reunião onde marcaram presença as forças vivas e as colectividades da união de freguesia e onde várias vozes se mostraram favoráveis a essa mudança

 

“Ouvi muita gente dizer que não se acabasse com a feira, agora se é medieval ou outra coisa qualquer…também ouvi as pessoas afirmarem que não se importavam que mudasse. Isto já foi falado numa reunião com carácter público com os membros das instituições e associações, e ainda bem que acontece porque a democracia não deve envolver apenas os membros da assembleia de freguesia, e ficou decidido que ia ser “Feira Terras do Teixo” mas sem ter o carácter medieval”.

 

Colocada à votação, a moção foi rejeitada com quatro votos a favor, dos eleitos do CDS/PP e do movimento “Teixoso e Mudança” e o voto contra dos quatro eleitos do PS e da deputada do movimento independente “O Teixo”. Dídia Fonseca justificou essa posição com o facto de já existir trabalho feito pelo actual executivo e de faltarem apenas três meses para a realização do evento

 

“Havendo por parte deste executivo algum trabalho feito, embora não estejamos contra a moção apresentada pelo CDS, e por uma questão de coerência passado este tempo e apontada para Julho a realização da feira, não acho correcto dar outra volta à situação até por respeito a quem trabalhou”.

 

Uma reunião que ficou ainda marcada pela aprovação do relatório de gestão da união de freguesias relativo ao ano passado. Um tema para acompanhar em desenvolvimento em próximas jornadas informativas na RCB.    

 


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