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Terça, 22 Mai 2018
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SOCIEDADE
QUERCUS APRESENTA QUEIXA NO MINISTÉRIO PUBLICO
Rádio Cova da Beira
A associação ambientalista vai apresentar queixa ao Ministério Público por crime ambiental na sequência do aparecimento de dezenas de peixes mortos na albufeira que abastece Castelo Branco.
Por Paulo Pinheiro em 02 de May de 2018

 Em declarações à agência Lusa, Samuel Infante refere que esta é uma situação grave que pode por em causa a saúde da população.

 

De acordo com o dirigente da Quercus, dezenas de peixes apareceram mortos na albufeira de Santa Águeda, em Castelo Branco, e a água apresenta uma coloração verde e um "cheiro forte", alerta.

 

"A situação é de dezenas de peixes mortos e a água tem um cheiro nauseabundo e coloração verde, putrefacta. Além dos peixes, havia também pequenos animais e insectos [mortos]. Não era só peixes. Há ali claramente um problema na água, havia uma série de animais mortos junto à margem e tudo concentrado próximo de um cerejal", salienta Samuel Infante, da Quercus.

 

Para além da questão ambiental, a situação pode por em causa a saúde pública

 

"Vamos apresentar uma queixa no Ministério Público por crime ambiental. É uma situação grave o que está ali a acontecer. São milhares de cidadãos que estão em causa. Estamos a falar [abastecimento público] de parte do concelho do Fundão, Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova", alerta à agência Lusa.

Samuel Infante tece ainda duras críticas à actuação das autoridades, sobretudo à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), cuja responsável tentou contactar na terça-feira, sem sucesso.

À Lusa, fonte do Comando Territorial de Castelo Branco da GNR explicou que esta é uma situação recorrente todos os anos por esta altura.

"Têm sido elaborados diversos relatórios, não há autos de contraordenação, não há infracções. Não se tem verificado", disse

A mesma fonte disse que a APA vai fazer a recolha dos peixes mortos, sem especificar a hora a que vai acontecer, sendo que o SEPNA irá dar apoio nessa operação.

"O SEPNA colabora com as autoridades. Não é da sua competência fazer análises ou recolhas", frisou

A Lusa tentou contactar a responsável da APA em Castelo Branco, mas sem resultados.

 


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