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Quinta, 24 Mai 2018
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UBI: “ABANDONO ESCOLAR É DE 25 POR CENTO”
Rádio Cova da Beira
O presidente da direcção da AAUBI considera que é necessário investigar as causas que estão por detrás da taxa de abandono escolar na universidade da Beira Interior.
Por Nuno Miguel em 02 de May de 2018

Na sessão solene comemorativa do 32º aniversário da instituição, Afonso Gomes regista como facto positivo a frequência de mais de sete mil alunos naquele estabelecimento de ensino superior mas “cerca de 25 por cento dos alunos abandona os estudos e nós não sabemos o porquê. Aqui não nos podemos dar ao luxo de falhar. Temos de investigar o que se passa para encontrar respostas e poder reverter este problema. Será por motivos monetários ou porque há pouco acompanhamento? Ou talvez porque há poucas actividades que dinamizem os estudantes o que faz com que os que são de mais longe se sintam isolados? Somos obrigados a reflectir em tudo isto. Se o nosso abandono é devido a motivos financeiros, não faria sentido repensar os valores das taxas e emolumentos que representam mais uma fatia no orçamento das famílias? Será que outras das causas desse abandono é a falta de uma residência junto à faculdade de ciências da saúde, obrigando os estudantes a realizar algumas longas deslocações ou até pagar 400 euros por mês por uma habitação a dez minutos da faculdade? Temos de encontrar resposta a estas questões”.

 

Afonso Gomes considera ainda que é necessário corrigir as injustiças ao nível das transferências do orçamento de estado para que a UBI deixe de ser a universidade mais subfinanciada do país “a universidade trabalha com e para a comunidade, marca a região por potenciar as suas infraestruturas, por trazer estudantes de todo o país e por movimentar a economia porque os estudantes contribuem para o desenvolvimento da Covilhã e de toda a região beirã. É por isso que pergunto, porque é que uma universidade que contra todas as adversidades geográficas e temporais consegue alcançar estes feitos é a mais subfinanciada do nosso país? Não sabem, e nós também não”.   

 

Já o presidente do conselho geral destaca a aposta que a instituição tem vindo a fazer ao nível da captação de estudantes internacionais. No entanto Ferreira Gomes apela à adopção de políticas públicas que permitam atrair mais alunos para o interior do país “os desafios são grandes, num período de ajuste a novas condições externas e a gestão da mobilidade estudantil dentro do nosso rectângulo continental dificilmente pode ser explorada a favor da Covilhã sem a existência de fortes políticas públicas. Com uma pressão orçamental crescente e um provável declínio de financiamentos comunitários entramos numa era de enormes riscos mas também de oportunidades. É responsabilidade de todos estarmos alerta para as sabermos aproveitar”.

 

O presidente do conselho geral da UBI sustenta ainda que para além da aposta feita ao nível do primeiro e segundo ciclos, a universidade da Beira Interior deve também reforçar a aposta ao nível do terceiro ciclo, dispondo de todas as condições para poder progredir ao nível da captação de mais alunos para os cursos de doutoramento. 

 


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