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Terça, 22 Mai 2018
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POLÍTICA
“UMA PROVA DE QUE VALE A PENA LUTAR”
Rádio Cova da Beira
O pagamento da comparticipação dos medicamentos aos reformados dos lanifícios vai voltar a ser feito a 100 por cento, seja para os medicamentos de marca ou para o consumo de genéricos a partir do próximo dia 1 de Junho. O anúncio feito esta tarde na Covilhã pelo coordenador da união de sindicatos do distrito durante a festa comício para assinalar o dia do trabalhador.
Por Nuno Miguel em 01 de May de 2018
De acordo com Luís Garra “já temos essa informação por escrito e com essa luta conseguiram que a partir do próximo dia um de Junho a comparticipação dos medicamentos vai voltar a ser como era até Janeiro de 2017, ou seja, comparticipação a 100 por cento para todos os medicamentos. Valeu ou não valeu a pena lutar? Mas esta vitória é uma vitória dos que lá estiveram sempre e que nunca desistiram e é a vergonha daqueles que nunca acreditaram e que nos caluniaram dizendo que tinha sido por nossa culpa que este direito tinha sido retirado”.  
A melhoria das condições de trabalho, o combate ao assédio moral e à precariedade, o fim da adaptabilidade dos horários são batalhas que a união de sindicatos promete continuar a travar. Luís Garra não perdeu ainda a oportunidade de responder às críticas da Anil que acusou, em comunicado, o sindicato têxtil da Beira Baixa de colocar em causa o contrato colectivo de trabalho para o sector “hoje assistimos a um comunicado ridículo, pacóvio e patego da Anil. Essa associação, que é caracterizada pelo paga pouco, veio dizer que os sindicatos estão a querer colocar em causa os acordos que assinaram. Por isso quero dizer-lhes uma coisa tão simples como esta; nós não colocamos em causa os acordos que assinamos para valorizar os salários dos trabalhadores, mas esses acordos nunca serviram para nos impedir de, nas empresas, continuar a lutar por salários acima do contrato colectivo de trabalho”.  
No âmbito destas comemorações, o coordenador da união de sindicatos traçou como outro dos principais objectivos o aumento do salário mínimo nacional para 650 euros a partir do dia 1 de Janeiro de 2019. Ao mesmo tempo Luís Garra mostra-se “”preocupado com os entendimentos e a convergência que o governo do Partido Socialista está a ter com o PSD. Não dizemos isto por qualquer acto de ataque gratuito. Falamos do acordo que firmaram sobre as questões da União Europeia e sobre a municipalização de serviços públicos de áreas fundamentais sociais em que o governo acaba por dar uma mãozinha e ajudar a branquear aquilo que o PSD fez enquanto foi governo”. 
O combate pela abolição das portagens na A 23 e na A 25 é outra das lutas que o coordenador da união de sindicatos garante que vai continuar a ser travada até que esse objectivo seja alcançado. Luís Garra sustenta que, com a actual solução governativa, já foi possível recuperar alguns direitos perdidos ao nível da reposição de salários e pensões. Agora é preciso ir mais além “temos de continuar a lutar e seria dramático se chegássemos ao fim desta legislatura e concluíssemos que aquilo que o feito foi muito importante e não o desvalorizamos, mas que ficou longe do necessário e daquilo que era possível. Não podemos ter o direito de frustrar as legitimas expectativas dos trabalhadores, porque essa frustração pode abrir de novo o caminho à direita. E se isso acontecer só o governo pode ser responsabilizado”.  
Uma festa comício onde Luís Garra deixou ainda a garantia de que os sindicatos vão continuar a exigir ao ministério da solidariedade social que torne públicos os valores dos apoios atribuídos às instituições particulares de solidariedade social. Ao mesmo tempo o coordenador da união de sindicatos deixou um forte apelo à participação dos trabalhadores do distrito na manifestação nacional que a CGTP convocou para o próximo dia nove de Junho em Lisboa.

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