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Domingo, 20 Mai 2018
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DESPORTO
1º MAIO NA COVILHÃ: CORRIDA E MARCHA FORAM UM ÊXITO
Rádio Cova da Beira
Filipe Fraqueiro e Dina Seguro foram os grandes vencedores da corrida do 1º de Maio na Covilhã. A prova foi novamente organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco, integrada nas comemorações do Dia do Trabalhador, e que reuniu cerca de um milhar de participantes entre a corrida e a marcha pedestre de homenagem ao trabalhador que decorreu, esta terça-feira, entre a Covilhã e Vila do Carvalho.
Por Paulo Pinheiro & Miguel Malaca em 01 de May de 2018

 

No escalão sénior masculino, o atleta do CCD Leões da Floresta integrou o grupo que assumiu a dianteira da prova, acabando por se impor na parte final. Filipe Fraqueiro não esconde a satisfação por ter vencido a corrida

“Foi uma prova na cidade que durante estes últimos cinco anos tem sido a minha casa e vim cá com este objectivo. Estou muito feliz. A concorrência foi forte e o meu colega de equipa Alexandre Venâncio está de parabéns porque tem evoluído muito bem e tenho a certeza que vai fazer uma grande época de pista ao ar livre. Viemos os dois até final e a decisão foi nos últimos metros da prova”.

 

Satisfeito estava o coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco. Luís Garra destaca a grande adesão das pessoas a estas iniciativas da USCB (corrida e marcha)  

“Há cada vez mais pessoas que se integram na marcha sem se inscreverem. Vamos analisar a razão pela qual acontece esta situação, mas pode ser para não estarem na fila para receberem a oferta do saco. O nível de participação é igual a outros anos, perto de um milhar, mas temos menos inscrições”.

 

O sindicalista voltou e exigir a revisão da portaria 296 de 2016 que regula o apoio dado pelo estado às provas desportivas no que respeita ao policiamento. As alterações introduzidas penalizam as provas de cariz popular, como é o caso da corrida do 1º de Maio que anualmente se realiza na Covilhã, em detrimento das competições profissionais “as provas de cariz popular não estão abrangidas pela comparticipação do estado e deixaram de ser abrangidas pela tabela B e passaram a ser pela tabela A. As provas profissionais continuam a ser abrangidas pela tabela B e pela comparticipação do estado em 50 por cento. Quer isto dizer que o negócio do desporto tem comparticipação e o desporto de cariz popular deixou de o ter”.

No ano passado a união de sindicatos pagou 774 euros à PSP pelo policiamento da prova e o valor este ano vai subir para os 2114. Importa por isso que o governo e os partidos políticos com assento na Assembleia da República tomem medidas urgentes para inverter a situação.

Pela primeira vez, a competição inseriu-se no Circuito Nacional da FPA "Allianz Running Record”

“Honra-nos muito. É o reconhecimento da importância da prova e foi uma parceria feliz, tanto mais que do ponto de vista das contrapartidas apenas foi a publicidade nacional. Porque não houve compensações financeiras”, sublinha Luís Garra.

Também o presidente da CMC e dois vereadores marcaram presença no evento. No final, o chefe do executivo covilhanense realçou a importância destas iniciativas

“Gosto de caminhar e de marchar e de estar presente nestes actos simbólicos e importantes porque relembramos as lutas dos trabalhadores ao longo dos séculos para terem mais e melhores condições de trabalho e melhores salários num equilíbrio que se procura encontrar entre os direitos dos trabalhadores e das entidades patronais. A evolução foi enorme”, constata o edil.  

Na manhã de desporto associaram-se à festa ciclistas, betetistas e motards (Moto Clube da Covilhã) 


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