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Quinta, 22 Out 2020
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UBI
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SOCIEDADE
UBI COMPLETA 32 ANOS DE VIDA
Rádio Cova da Beira
As questões do subfinanciamento da universidade da Beira Interior voltaram a ser uma das tónicas dominantes do discurso do reitor da instituição na sessão solene comemorativa do 32º aniversário da UBI. De acordo com António Fidalgo, em 2017 “houve necessidade de recorrer a 617 mil euros dos saldos de gerência anteriores para fechar o ano”.
Por Nuno Miguel em 30 de Apr de 2018
De acordo com António Fidalgo, o relatório de gestão que foi aprovado na última reunião do conselho geral “é a melhor justificação, à posteriori, para a decisão tomada em Agosto de 2017 de não submeter na plataforma da direcção geral do orçamento uma proposta de orçamento para 2018. Havia uma impossibilidade de acertar despesas e receitas. Dai que havendo uma discriminação histórica no financiamento, a exigência de aumentar o esforço financeiro próprio para repor salários não só reflecte uma injustiça como é também uma iniquidade”. 
O reitor da UBI acrescenta que “o esforço financeiro da UBI em receitas próprias para cobrir as despesas de pessoal subiu de cinco milhões e 100 mil euros para cinco milhões e meio. As reposições salariais não foram cobertas integralmente por transferências do orçamento de estado, como foi contratualizado com o governo em Julho de 2016. Longe disso. Há uma tendência por parte do ministério das finanças para que as reposições salariais sejam feitas com recurso substancial aos saldos das universidades. Temos ainda uma provisão de dois milhões de euros para fazer face ao descongelamento de carreiras, despoletado pelo orçamento de estado, mas ainda não se procedeu ao pagamento de nenhum reposicionamento pela simples razão de ainda não ter saído a portaria conjunta necessária dos ministérios do ensino superior e das finanças”.
Apesar das questões do subfinanciamento, António Fidalgo afirma que a UBI é “uma instituição sólida pela capacidade de atracção de novos alunos e pelo maior sucesso no combate ao abandono escolar. Ao longo do ano civil de 2017 o número de alunos cresceu de 7014 para 7262 e isso deve-se a dois factores que se interligam. Quanto maior o sucesso dos alunos que frequentam a universidade, maior a atracção desta sobre os candidatos ao ensino superior. Mais sólida por ser uma universidade bem equilibrada em que todas as faculdades viram o seu número de alunos aumentado. Mais sólida por uma parte importante dos novos alunos serem estudantes internacionais que, ano após ano, aumentam a sua percentagem no corpo discente da universidade, sendo já de 15 por cento”.
Traçando como objectivo chegar aos oito mil alunos até 2021, António Fidalgo considera que é necessário reforçar a aposta na captação de alunos estrangeiros, uma vez que a perda de população em Portugal se vai fazer sentir de forma cada vez mais acentuada “já sabemos que em 2030 haverá menos de 30 por cento de jovens de 18 anos do que agora e que essa diminuição percentual se agravará mais no número de candidatos nacionais ao ensino superior nas universidades e politécnicos do arco do interior. Sendo a nossa ambição chegar aos oito mil alunos em 2021, a aposta na captação de alunos estrangeiros tem de ser continuada e reforçada”.
Uma sessão solene onde António Fidalgo disse aguardar, com muita confiança, o relatório de avaliação da UBI efectuado pela agência de acreditação e avaliação do ensino superior na semana passada. O reitor da instituição aguarda ainda pelo envio do relatório prévio da auditoria ordinária feita à universidade pelo tribunal de contas em 2016, comprometendo-se a acatar as eventuais críticas e sugestões que venham a ser apresentadas naquele documento por forma a melhor o funcionamento da universidade da Beira Interior.

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