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Domingo, 20 Mai 2018
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POLÍTICA
PS FUNDÃO: CONTAS SÃO UM “EXERCÍCIO DE FANTASIA”
Rádio Cova da Beira
O presidente da comissão política do PS do Fundão “estranha que nesta matéria tão importante para o concelho, como são as contas de gerência”, o presidente da CMF tenha optado pela discussão do documento à porta fechada, ou seja, em reunião privada do executivo.
Por Paulo Pinheiro em 27 de Apr de 2018

Para António Quelhas, que falava no início de uma conferência de imprensa convocada pelo Partido Socialista, para análise dos resultados da gerência de 2017 do município do Fundão, estas atitudes “de alguém gosta de defender que tem um concelho que prima pela transparência, fazem-nos ter ainda mais motivação para continuar o nosso trabalho”. O também vereador do executivo reafirmou “que o Fundão precisa de um novo rumo”.

Quanto ao documento das contas apresentado pela maioria PSD na CMF, “é um exercício de alguma fantasia, mas que, não temos dúvidas, vai ser aprovado pelo ROC e por outras entidades”.

 

Expressando também surpresa com o facto de o documento ter sido analisado nem reunião com carácter privada “o que é algo estranho e duvidoso”, a vereadora do PS no executivo fundanense considera que o resultado apresentado pelo PSD “é uma grande engenharia financeira e não respeita os fundanenses e mostra tratamentos diferentes nas freguesias

“Esta prestação de contas revela um tratamento desigual entre freguesias e premeia a má gestão de algumas autarquias. Quanto às colectividades, e aqui temos um mandato inteiro para apresentar as nossas propostas, nota-se uma ausência total de critérios”, aponta a autarca.

Joana Bento referiu ainda que o documento da prestação de contas, que não foi acompanhado com o parecer do ROC, que deverá ser enviado para os membros da AMF,  mostra “o esforço colossal dos fundanenses, e não de presidente. Os residentes no concelho vêm-se privados da devolução do IRS, da descida da taxa de IMI, contrariamente aos concidadãos do distrito de Castelo Branco. Esta é uma má gestão”, afirma. 

“As contas não nos dizem absolutamente nada até porque foram compostas através de duas revisões orçamentais, caso contrário a execução apresentada seria muito menor”, concluiu a vereadora.

 

Luís Batista, membro da Assembleia Municipal do Fundão, recordou o que o PS afirmou aquando da apresentação do orçamento para 2017

“Dissemos que o orçamento era irrealista e eleitoralista e estas contas comprovam-no. Existiram vários problemas e o primeiro está no cumprimento da lei 73/2013. Houve revisões orçamentais para a lei ser cumprida e não fosse o Governo, que o ano passado devolveu a todos os municípios os juros de mora referentes ao IMI e do IMT, que no caso do Fundão foram quase 152 mil euros, o incumprimento acontecia”.

 

De acordo com Luís Batista, “o Fundão não consegue captar mais receita do que aquela que está definida por lei”. Quanto à diminuição da dívida, referida pelo presidente da CMF, o eleito socialista explica que o montante reduzido foi à custa da diminuição do activo “está a depauperar activo da própria câmara para pagar dívida, porque não consegue gerar fluxos financeiros para a sustentar”. Em relação ao passivo, Luís Batista afirma que não é verdade que o tenha conseguido diminuir “se tivermos em conta a dívida à Águas do Portugal, o passivo em vez de diminuir aumentaria cerca de dois milhões e meio”. 

 

O membro da bancada do PS na AMF, destaca ainda o relatório da ViverFundão “e lendo o parecer do ROC é muito sui géneris. Mais uma vez é dito que a divida existente das rendas da Escola Profissional do Fundão continuam a não ser tratadas convenientemente pela ViverFundão e pelo executivo e que a dívida vencida em 2016 era de 915 mil euros e em 2017 já vai em um milhão e 20 mil euros”, frisa.

“Neste processo, estamos, mais uma vez, a tapar o sol com a peneira e a não falar verdade”, conclui.

Na conferência de imprensa, o PS falou da área da saúde, nomeadamente da intenção do Governo, através de declarações recentes do Ministro da tutela, de instalar no Fundão uma unidade de medicina nuclear. Conceição Martins realçou “o bom trabalho dos deputados socialistas pelo distrito de Castelo Branco na Assembleia da República, que connosco trabalharam para que a medicina nuclear possa ser uma realidade neste concelho, e de ouvirmos o Ministro assumir esse importante recurso para o Fundão”.

Para a membro da concelhia socialista fundanense, a situação demonstra que “o PS tem crédito. Porque, e não sendo a câmara do nosso partido, o trabalho foi feito em prol dos fundanenses. O PS do Fundão tem mais crédito do que o actual presidente da CMF que enquanto o Governo central foi do partido dele não conseguiu e até ameaçou que entregava o cartão partidário. Agora não precisa de fazer porque o PS assegurou que a medicina nuclear vem para o Fundão”, disse.

Conceição Martins anunciou que o PS está a trabalhar noutras áreas da saúde, que potenciem o próprio hospital do Fundão, e que a seu tempo serão divulgados os resultados.

A ex-líder da concelhia do PS do Fundão mostrou-se muito preocupada com a situação dos cuidados de saúde primários no concelho, apreensão que aumentou com as declarações à RCB do director clínico do ACES Cova da Beira “o Fundão é dos casos mais graves a nível nacional pela dispersão das extensões de saúde”.

 

“ O PS está disponível para um acordo concelhio no sentido de se encontrar a melhor forma de prestar os cuidados de saúde que os nossos concidadãos merecem, precisam e têm direito e da forma mais sustentável”, disse.


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