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SOCIEDADE
SILVARES: PRODUTOS AGRÍCOLAS LOCAIS PARA EMENTAS SAUDÁVEIS
Rádio Cova da Beira
No Fundão, produtos da nossa terra mais ementas saudáveis é igual a criança felizes. É o objectivo do plano de acção do Fundão no âmbito do programa Agri-Urban apresentado esta semana na escola EB 2/3 de Silvares, que foi a escolhida para projeto-piloto em toda a região Centro.
Por Paulo Pinheiro em 27 de Apr de 2018

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O objectivo é ambicioso e passa por fornecer às 29 cantinas das escolas do concelho alimentos de origem biológica e de qualidade. Anualmente, são servidas nestas cantinas 126 mil refeições.

 

A escola piloto é a EB2/3 de Silvares dado que é a única no concelho do Fundão que tem uma cantina gerida pelo próprio estabelecimento de ensino. Ali vão ser confeccionadas refeições com 80% de produtos locais com 80% de produtos locais e sazonais, 10 % dos quais biológicos.

 O caminho do projecto começou em 2015 com o programa URBACT III – Agri-Urban, que integra 11 municípios de 10 estados membros da União europeia, com financiamento global de cerca de 400 mil euros. cada município envolvido deverá investir cerca de oito mil euros.

Uma rede que se propõe estabelecer uma nova relação entre a produção e o consumo agrícola nas zonas urbanas de pequena e média dimensão com a implementação de um “novo modelo sustentável”.

 

Um dos focos do plano de acção, a implementar até 2020, é fornecer às cantinas das escolas do concelho alimentos de origem biológica e de qualidade, melhorando as refeições consumidas pelos, alunos, e associar este consumo à produção local “premiando efectivamente quem produz com qualidade e de forma certificada”.

Na sessão de apresentação do projecto, o presidente da câmara municipal do Fundão garantiu maior apoio financeiro para as refeições se isso significar valor acrescido para os produtores da região


“Estamos disponíveis para investir um pouco mais por refeição, em relação ao valor de referência que está estabelecido, se isso significar a criação de um valor social e económico a montante maior. Estamos disponíveis para pagar mais sempre e quando os produtos confeccionados nas refeições saiam desta geografia de proximidade, que tivemos a preocupação que não fosse estritamente municipal mas que tivesse até um contexto regional. Obviamente, tentaremos que se foque muito na região”, disse Paulo Fernandes.

 

Realçando a qualidade dos produtos de origem da região, nomeadamente no concelho do Fundão, e sensibilizando os alunos para a importância de “preservar o património dos sabores regionais, para o autarca fundanense o projecto tem todas as condições para ser um êxito porque tem vários ingredientes muito importantes “comida saudável, combate ao desperdício, agricultores mais felizes e uma relação mais próxima entre aqueles que produzem e quem os adquire. Acho que este projecto tem tudo para ser um êxito”, refere o presidente do município.

Apesar do mérito do programa comunitário, que congrega várias sensibilidades europeias, mas com um objectivo comum, o vereador da CMF. Paulo Águas, chamou a atenção para um grande constrangimento encontrado em Portugal

“Isto não é tão simples como o Sr. presidente fez parecer. Temos que saber a lista de produtos que a cantina quer usar, se temos capacidade para produzir determinados produtos e como o vamos fazer em rede: não podem estar todos a produzir alface, nabiças ou couves. Isto implica uma gestão complicada. Depois temos o grande inimigo, que foi reconhecido por todas as comitivas dos outros países que são as regras da contratação pública, que nos dão cabo dos planos todos que organizámos”, refere o vereador Paulo Águas

Para a directora do Agrupamento de Escolas Gardunha e Xisto, que se mostrou satisfeita pela escolha da EB 2/3 de Silvares como escola piloto, este “é um projecto que merece alguma autorização superior que nos permita alargar um pouco a nossa autonomia nesta colaboração e merece ser divulgado. Precisa de ser dado a conhecer porque fazemos muitas coisas que, por vezes, a administração não conhece”, disse Cândida Brito.

Uma outra componente do projecto foi evidenciada pela vereadora com o pelouro da educação na CMF, o combate ao desperdício. Alcina Cerdeira destacou o papel que os alunos têm nesta área.

 

E na EB 2/3 de Silvares já começou essa tarefa. A oportunidade foi aproveitada para a inauguração do equipamento “Zero Desperdício Alimentar”, criado pelo Fab Lab Aldeias do Xisto, que é o primeiro em Portugal.

Este equipamento permite pesar diariamente o desperdício alimentar, com o intuito de diminuir o desperdício e de provar que a alimentação biológica, aliada à diminuição de desperdício, não aumenta o custo da refeição.


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