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Sexta, 17 Ago 2018
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SOCIEDADE
SOLAR VEM DAR NOVA VIDA À RUA DA CALE
Rádio Cova da Beira
Obras no Solar Vaz de Carvalho, na rua da Cale, deverão arrancar ainda este ano. Em breve vai ser lançado o concurso público para a requalificação do emblemático edifico destinado a acolher novas empresas, uma vez que a capacidade de acolhimento da cidade em termos do plano Inovação está esgotada.
Por Paula Brito em 26 de Apr de 2018
 

 “O edifício vai ser orientado para a vertente de empresas, orientado também para as empresas criativas, num conceito que se chama Design factoring, e também um espaço de apoio mais técnico para podermos trazer mais dinâmica e vida para um sítio que é talvez a coluna vertebral urbana do Fundão.” Refere Paulo Fernandes.

O solar e edifícios contíguos foram adquiridos pela autarquia por 140 mil euros e a intervenção deverá rondar os 750 mil euros, com uma comparticipação de 85%. A obra está inserida no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Fundão (PEDU) e além de recuperar aquele património, vem dar uma nova dinâmica à rua da Cale.

“Seguramente este projecto pode fazer a diferença, e assim o esperamos, trazer mais vida e novas funções à rua da cale para puxar ainda mais actividade para o coração da zona antiga.”

O presidente da câmara do Fundão falava à margem da iniciativa, promovida pelo museu municipal que devolveu o brasão ao edifício, construído em 1735 por José Vaz de Carvalho, o desembargador do paço que segundo Antonieta Garcia foi o responsável pela autonomia municipal do Fundão.

“Ele era muito próximo de D. João V, uma influência que levou à criação do concelho do Fundão, apesar de uma enorme resistência da Covilhã, porque na altura o Fundão era a aldeia mais rica do concelho da Covilhã. Já tinha havido várias tentativas para tornar o Fundão vila e concelho e só o José Vaz de Carvalho é que consegue que o rei D. João V delibere que o Fundão seria de novo concelho e vila”.

O solar José Vaz de Carvalho foi mais tarde vendido à família Macedo e alugado a José Mendes Gil que o transformou no primeiro colégio do Fundão. Na conversa sobre as memórias deste emblemático edifico Eduardo Saraiva falou das memórias daquela zona histórica, à volta da qual cresceu o Fundão.

“Desde a rua da cale até à rua de Sto. António, da garagem do Barrocas até ao cimo da avenida, o Fundão cresceu à volta desta cruz, e é essas memórias que eu trago aqui como o Coisitas, um relojoeiro ao cimo da rua da Cale que tinha de tudo e era conhecido como o Coisitas, se me perguntar o nome dele, não sei, era o Coisitas.”

A noite foi aproveitada para uma visita ao brasão do solar que o museu arqueológico municipal José Alves Monteiro devolveu ao local de origem.  


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