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Quinta, 16 Ago 2018
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POLÍTICA
“UM GRANDE SENTIMENTO DE FRUSTRAÇÃO”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que se sente o presidente da união de freguesias de Belmonte e Colmeal da Torre depois de ter recebido um email da administração regional de saúde do centro onde se dá conta de que não existe nenhum problema de falta de médicos naquele concelho.
Por Nuno Miguel em 26 de Apr de 2018
O tema voltou a estar em cima da mesa na última reunião da assembleia municipal, depois de no encontro que decorreu em Fevereiro, José Mariano ter apresentado uma moção, que foi aprovada por unanimidade, e onde se exigia a contratação de pelo menos mais um médico para o centro de saúde daquela vila.
O autarca refere que “quando apresentei esta moção baseei-me em dados recolhidos no centro de saúde, onde o seu director foi peremptório em afirmar que há falta de um médico, que existe um profissional que só trabalha até às 17:00 e quando algum colega adoece ou em períodos de férias a situação tornava-se muito complicada. Sendo a saúde um bem essencial para todas as populações, entendo que ela no nosso concelho está doente e Belmonte merecia mais e melhor. Eu na assembleia municipal e o vereador Luís António no executivo lutamos por esta causa e depois receber um email destes, onde diz que não há falta de médicos no concelho é frustrante”   
Na resposta o presidente da câmara de Belmonte refere que o município vai continuar a envidar esforços para ultrapassar o problema, embora admita que a solução não deve passar pela criação de uma unidade de saúde familiar. No entanto António Dias Rocha mostra-se surpreendido com a intervenção de José Mariano “acho muito estranho que o senhor venha aqui dizer que é o senhor e o senhor vereador Luís António que defendem que falta um médico. Parece que todos os outros somos uns tantans que aqui andamos. Não somos. Aquilo que se verificou em Belmonte foi a tentativa de criação de uma unidade de saúde familiar mas, dos diálogos que tenho mantido a esse respeito com o responsável máximo do centro de saúde, não se afigura que isso seja possível. Mas vamos continuar a lutar, vamos ao ministério falar com o ministro, com o secretário de estado, à ARS. Vamos onde for preciso mostrar que temos a necessidade de ter pelo menos mais um médico em Belmonte e vamos continuar a lutar por isso”.

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