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Domingo, 20 Mai 2018
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POL√ćTICA
"QUEM √Č DE ESQUERDA RESPEITA OS OUTROS"
Rádio Cova da Beira
O sindicato t√™xtil da Beira Baixa decidiu dar ao governo um prazo at√© ao pr√≥ximo dia 30 de Abril para obter uma resposta referente √† altera√ß√£o do modelo de pagamento das comparticipa√ß√Ķes para os reformados dos lanif√≠cios. A decis√£o foi tomada ontem, por unanimidade em plen√°rio, ficando desde j√° definido de que se n√£o existir uma resposta a essa reivindica√ß√£o at√© essa data no dia 1 de Maio vai ser anunciada a data para a realiza√ß√£o de uma vig√≠lia em Lisboa, junto √† resid√™ncia oficial do primeiro ministro.
Por Nuno Miguel em 25 de Apr de 2018
De acordo com o presidente do sindicato têxtil da Beira Baixa “se eles estão a pensar que as vigílias foram suspensas porque nós gostamos de fazer ameaças sem consequências estão completamente enganados. Quando nós tomarmos a decisão de que vamos, vamos mesmo e não saímos de lá enquanto não nos derem uma resposta. Ou respondem concretamente e em definitivo antes do primeiro do Maio ou nós nesse dia vamos anunciar o dia em que vamos a Lisboa fazer a vigília. Ponto assente. Esta é uma questão arrumada”.  
Luís Garra acrescenta que esta situação já se arrasta há demasiado tempo e o governo tem, sucessivamente, falhado com os prazos com que se comprometeu para resolver o problema “nós somos todos gente adulta, não somos garotada. Temos atrás de nós uma longa vida de trabalho e os reformados não estão a exigir nada que não lhes pertença porque descontaram para ter esse direito e não podem estar sujeitos a gente sem palavra e que não cumpre sequer com as datas que eles próprios avançam como limite para a resolução do problema”.
O presidente do sindicato têxtil sublinha que durante a última semana foram feitas várias tentativas de contacto com o ministério da saúde que, até à data, não deu nenhuma resposta ao sindicato. Uma postura que Luís Garra lamenta “já lidei com muitos ministros, muitos secretários de estado e muitos governos e nunca lidei com um governo que fosse tão desrespeitoso para com as instituições. Quando se envia um email, um ofício ou se faz um telefonema, responde-se. Nem que seja para dizer que não. E este governo considera que não tem que responder a nada. Compromete-se com um prazo, não o cumpre e acha que não tem de dar explicações. E quando essas explicações são pedidas, contínua sem as dar. Isto não tem nada a ver com comportamentos de esquerda. Quem se comporta desta forma não pode reclamar-se dos valores da esquerda porque quem é de esquerda respeita os outros”.

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