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Terça, 14 Ago 2018
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POLÍTICA
AMB APROVA RELATÓRIO DE GESTÃO
Rádio Cova da Beira
Com a abstenção de todos os eleitos da oposição, a assembleia municipal de Belmonte aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente ao ano passado. Os documentos apontam para uma taxa de execução de 89 por cento ao nível da receita e de 87 por cento ao nível da despesa.
Por Nuno Miguel em 21 de Apr de 2018
Apesar da abstenção, a bancada da coligação entre o PSD e o MPT sublinha que os números apresentados tem alguns indicadores preocupantes, como é o caso de um prejuízo de dois milhões de euros em 2017. Uma situação que, de acordo com Acácio Dias, pode colocar em causa a sustentabilidade financeira do município no futuro “se continuarmos a registar num prejuízo semelhante nos próximos anos, a breve trecho este concelho estará numa situação bastante desconfortável. Se se tratasse de uma empresa, diríamos que estaria em situação de falência técnica. É óbvio que a câmara municipal não irá à falência mas entraremos numa situação de gestão tutelada o que se afigura como bastante inconveniente”.  
Já o eleito da CDU considera que 2017 foi mais um ano perdido para o concelho de Belmonte. José Alberto Gonçalves entende que o município continua à espera da chegada de verbas comunitárias para executar várias obras e em algumas das áreas estratégicas o investimento ficou muito aquém do esperado “há rubricas em que as taxas de execução ficaram muito aquém daquilo que era desejado e outras estruturantes que, mais uma vez, ficaram fora das prioridades. Por exemplo o ordenamento do território apresenta uma taxa de execução de 66 por cento mas em euros estamos a falar em pouco mais de 100 mil. No saneamento, uma área onde ainda existem tantos problemas, gastaram-se apenas 56 mil euros. Por isso 2017 foi mais um ano perdido à espera das obras e dos fundos comunitários”.
Críticas que o presidente da câmara de Belmonte desvaloriza. António Dias Rocha garante que o município não está em risco de entrar em situação de gestão tutelada e sublinha que ”este documento reflecte as prioridades políticas desta gestão. Os senhores dizem que esta gestão foi tão má, mas o que é certo é que o povo em Outubro votou em nós e deu-nos uma maioria clara e significativa. Será que o povo é estúpido? Isto é tão mau e votam em nós. Há qualquer coisa que não bate certo. O concelho não evoluiu, não houve investimento e o povo deu-nos uma maioria expressiva. Ou é palerma ou não sabe o que faz. E ao contrário daquilo que aqui foi dito não estamos em risco de existir nenhuma intervenção à gestão da câmara”. 

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