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Domingo, 16 Dez 2018
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POLÍTICA
“AS ORGANIZAÇÕES QUE SE FECHAM EM SI PRÓPRIAS ACABAM POR DEFINHAR”
Rádio Cova da Beira
É a opinião de Luís Pereira Garra que decidiu fazer uma reflexão acerca da sua posição no seio da organização dirigente concelhia e distrital do PCP e chegou a uma conclusão
Por Paulo Pinheiro em 19 de Apr de 2018

“Era mais útil não estando na estrutura dirigente do que estando. Uma posição que, para já, mantenho porque quando estamos numa organização onde constantemente somos questionadores começamos a sentir que se está a criar uma situação de desconforto. Há métodos e estilos que não se coadunam com a minha maneira de ver as coisas”, refere. em entrevista ao programa RCB "Flagrante Directo".

 

Luís Garra, militante hás vários anos do Partido Comunista Português, foi candidato da CDU a deputado à Assembleia da República, à presidência da câmara e assembleia municipal da Covilhã, mas para esses cargos nunca foi eleito

“Já conheci pessoas que enquanto foram candidatos pelo PCP não eram eleitos e quando passaram para o PS ou para o PSD foram escolhidos. É uma tentação que não tenho (risos). Agora, é verdade que o voto no PCP é um voto mais difícil porque exige uma grande consciência de perceber que não se está a votar num partido igual aos outros”, defende.

 

Escusando-se a fazer uma avaliação pública da estratégia seguida pelo PCP na região, Luís Garra advoga que esse trabalho requer uma capacidade de abertura total externa e internamente  

 

“Abertura para o exterior, para os que não são do PCP mas são de esquerda e precisam de ser atraídos para um projecto positivo e construtivo, e também abertura no plano interno para nos ouvirmos e acolher opiniões diversas, isto é fundamental. Deixo apenas uma referência geral: é muito importante existir sentido de abertura, as organizações que se fecham em si próprias acabam por definhar”, conclui.   

 


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