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Domingo, 16 Dez 2018
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CULTURA
"QUE SIRVA PARA ALERTAR CONSCIÊNCIAS"
Rádio Cova da Beira
É o desejo do autor do livro "O Universo - A Terra - O Homem. E Deus Criou Deus à sua Imagem", apresentado no sábado, 14 de Abril, na biblioteca Eugénio de Andrade, no Fundão.
Por Paulo Pinheiro em 17 de Apr de 2018

Devido ao seu estado de “saúde debilitado”, na sequência de um AVC, foi a filha que leu algumas palavras escritas por José Álvaro da Silva Marques, que começou por admitir que "nem todos vão comungar das suas ideias”, mas espera que a obra "sirva para alertar consciências" e para levar as pessoas "a questionar e a questionar-se". O juiz jubilado assume que o livro "O Universo - A Terra - O Homem. E Deus Criou Deus à sua Imagem" é uma visão das coisas e do mundo "apoiada em premissas que tenho como assentes".

Para o autor, a religião cristã “foi apenas um acidente de meu nascimento”, ou seja, se tivesse nascido em outra parte do mundo (Índia ou Afeganistão, por ex.) e noutro ambiente, a sua religião teria sido outra, e teria outras crenças.

"Então que culpa eu teria, de ter uma qualquer outra religião? Por acaso, e só por acaso, eu nasci na fé cristã. Tudo isto começou a balançar a minha fé na religião”, assume.

O juiz jubilado defende que “não deveríamos ensinar às crianças que um dogma de fé não é para ser explicado nem discutido, pois tudo deve ser questionado. Na verdade, a religião ensina-nos a contentarmo-nos com o não-entendimento”, afirma.

Para José Álvaro Marques, não se pode confundir ciência com opinião “esta é uma ideia, uma convicção, uma crença. É uma adesão pessoal ao que se crê ser bom, verdadeiro ou falso. Uma opinião é sempre subjectiva. Já a ciência em caso algum pode ser subjectiva. Ela é um conjunto de conhecimentos fundados sobre princípios certos”, frisa.

Cedo começou a questionar as coisas “sem mais me foram impingidas em criança. E se….as coisas não fossem assim, como sem qualquer explicação me foram ditas e ensinadas? E, assim, comecei a ter curiosidade em saber porque é que o universo existe, por que a vida existe, porque é que a religião existe e porque há, e sempre houve, tantas formas de religião”, interroga.

Na sessão de apresentação do livro, para além do autor e da filha, intervieram as vereadoras da CMF Alcina Cerdeira e Ana Paula Duarte e o docente Manuel Abelho Cunha.

 


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