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Domingo, 20 Mai 2018
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CULTURA
"QUE SIRVA PARA ALERTAR CONSCIÊNCIAS"
Rádio Cova da Beira
√Č o desejo do autor do livro "O Universo - A Terra - O Homem. E Deus Criou Deus √† sua Imagem", apresentado no s√°bado, 14 de Abril, na biblioteca Eug√©nio de Andrade, no Fund√£o.
Por Paulo Pinheiro em 17 de Apr de 2018

Devido ao seu estado de “saúde debilitado”, na sequência de um AVC, foi a filha que leu algumas palavras escritas por José Álvaro da Silva Marques, que começou por admitir que "nem todos vão comungar das suas ideias”, mas espera que a obra "sirva para alertar consciências" e para levar as pessoas "a questionar e a questionar-se". O juiz jubilado assume que o livro "O Universo - A Terra - O Homem. E Deus Criou Deus à sua Imagem" é uma visão das coisas e do mundo "apoiada em premissas que tenho como assentes".

Para o autor, a religião cristã “foi apenas um acidente de meu nascimento”, ou seja, se tivesse nascido em outra parte do mundo (Índia ou Afeganistão, por ex.) e noutro ambiente, a sua religião teria sido outra, e teria outras crenças.

"Então que culpa eu teria, de ter uma qualquer outra religião? Por acaso, e só por acaso, eu nasci na fé cristã. Tudo isto começou a balançar a minha fé na religião”, assume.

O juiz jubilado defende que “não deveríamos ensinar às crianças que um dogma de fé não é para ser explicado nem discutido, pois tudo deve ser questionado. Na verdade, a religião ensina-nos a contentarmo-nos com o não-entendimento”, afirma.

Para José Álvaro Marques, não se pode confundir ciência com opinião “esta é uma ideia, uma convicção, uma crença. É uma adesão pessoal ao que se crê ser bom, verdadeiro ou falso. Uma opinião é sempre subjectiva. Já a ciência em caso algum pode ser subjectiva. Ela é um conjunto de conhecimentos fundados sobre princípios certos”, frisa.

Cedo começou a questionar as coisas “sem mais me foram impingidas em criança. E se….as coisas não fossem assim, como sem qualquer explicação me foram ditas e ensinadas? E, assim, comecei a ter curiosidade em saber porque é que o universo existe, por que a vida existe, porque é que a religião existe e porque há, e sempre houve, tantas formas de religião”, interroga.

Na sessão de apresentação do livro, para além do autor e da filha, intervieram as vereadoras da CMF Alcina Cerdeira e Ana Paula Duarte e o docente Manuel Abelho Cunha.

 


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