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Sábado, 21 Jul 2018
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SOCIEDADE
“SMART FARMER” APRESENTADO NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
Criar novos canais de comercialização para os produtos agro alimentares da região e conseguir um aumento das margens de lucros para os produtores são dois dos principais objectivos deste projecto.
Por Nuno Miguel em 16 de Apr de 2018
A iniciativa, dinamizada pela associação não governamental “Oikos” foi apresentada publicamente na biblioteca da Covilhã com o intuito de sensibilizar produtores e instituições da região a reforçarem as suas relações comerciais.Através de uma plataforma online, os produtores disponibilizam os bens que tem disponíveis sem recurso a quaisquer intermediários, pretendendo assim criar uma nova dinâmica em torno dos denominados circuitos curtos, como explicou à RCB o coordenador do projecto, João Fernandes “é uma plataforma de comercialização directa de produtos agroalimentares, sendo que os consumidores finais podem ser pessoas individuais ou colectivas. Existe aqui uma intenção de cortar os elos na cadeia de valor e dessa forma garantir o pagamento de um preço mais justo ao produtor e competitivo para os consumidores. Para além disso é uma ideia assente numa lógica de valorização da agricultura de proximidade o que permite aos agricultores terem menos dificuldades em entrar no mercado e deixando de estar nas mãos das grandes superfícies para escoarem a sua produção”.   
A monitorização dos resultados desde projecto vai ser feita por um consórcio constituído por várias entidades e que é liderado pelo instituto politécnico de Castelo Branco. Regina Vieira, docente naquele estabelecimento de ensino superior, refere que há uma área que vai merecer especial atenção que diz respeito às redes de consumo curto entre os produtores e as instituições de solidariedade social “já foi feito um primeiro levantamento junto de 144 instituições que estão a confeccionar diariamente cerca de 18 mil refeições. É um número bastante considerável e este projecto pode garantir uma melhor qualidade ao nível dessas mesmas refeições e simultaneamente apoiar o desenvolvimento da produção local. Há aqui um potencial de relação que ainda não estão estabelecidos e que podem ser uma mais valia ao nível dos chamados circuitos curtos”.
Já o vereador com o pelouro do desenvolvimento rural na câmara da Covilhã sublinha que o concelho sempre mostrou potencialidades no sector agrícola mas que importa cada vez mais estimular. José Armando Serra dos Reis afirma que “este pode ser o bom caminho para inverter o paradigma de uma globalização desenfreada e onde muitas vezes a qualidade não tem nada a ver com aquela que nós procuramos. A questão dos produtos de quinta e das cadeias curtas de mercado são ideias que nós precisamos de dinamizar no nosso concelho e na nossa região”.
Actualmente esta plataforma online já tem disponíveis 230 categorias de produtos disponíveis sendo que o preço é fixado pelos produtores mas sem que possa ser ultrapassado o valor médio de comercialização no mercado.

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