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Sábado, 15 Dez 2018
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POLÍTICA
“CONTEXTO POLÍTICO É MAIS COMPLEXO”
Rádio Cova da Beira
O coordenador da união de sindicatos de Castelo Branco espera que as comemorações do próximo dia um de Maio possam ter uma visibilidade mais forte do que em anos anteriores por forma a despertar consciências em relação aos principais problemas os trabalhadores em Portugal.
Por Nuno Miguel em 16 de Apr de 2018
Em conferência de imprensa, em que foi apresentado o programa das actividades a desenvolver, Luís Garra considera que as comemorações deste ano ficam marcadas “por um contexto político mais complexo do que aquele que existia há um ano atrás. E quando dizemos mais complexo é porque temos vindo a verificar que as nossas preocupações sob a forma como o governo estava a encarar as questões do trabalho se vieram a acentuar. Basta ter em conta aquilo que tem vindo a acontecer na assembleia da república, particularmente com as votações das propostas de lei do PCP e do BE em matéria laboral, relativas à contratação colectiva, em que o PS juntou os seus votos aos do PSD e do CDS e chumbou essas iniciativas”.
Castelo Branco, Covilhã, Tortosendo e Minas da Panasqueira foram novamente as localidades escolhidas para a realização destas comemorações e onde a questão dos horários de trabalho e os aumentos salariais vão ser dois dos temas em grande destaque “desde logo uma das grandes questões vai incidir no aumento geral dos salários mas também a questão dos horários de trabalho. Defendemos a aplicação de 35 horas para todos os trabalhadores e hoje assistimos a uma situação profundamente injusta em que os trabalhadores da administração pública que já tinham tido as 35 horas estão a voltar a ter essa implementação mas aos que estão na administração pública com contratos individuais de trabalho são aplicadas as 40 horas”. 
Para além de questões regionais, como a abolição das portagens na A 23 ou a implementação de um plano de emergência para o distrito, a união de sindicatos pretende dar também um enfoque particular ao problema da precariedade “no distrito de Castelo Branco, 42 por cento dos trabalhadores até aos 35 anos tem empregos precários e, se fizermos as contas aos jovens até aos 24 anos, esse número dispara para 72 por cento. Isto é absolutamente inaceitável. E a solução que o governo está a apontar para o combate à precariedade na administração pública tudo são pretextos para adiar e no sector privado as soluções apresentadas só não fazem rir porque são coisas muito sérias e é a vida das pessoas que está em causa”.  
À semelhança de anos anteriores, a manhã vai ser dedicada à corrida de atletismo e à marcha pedestre de homenagem ao trabalhador, que decorre entre Vila do Carvalho e a Covilhã. Uma prova que este ano vai ser integrada no circuito nacional da liga “Alliance Running Record”: “naturalmente que isso vai trazer uma maior visibilidade à nossa prova que, modéstia à parte, é a maior prova de atletismo que é organizada no interior do país. Ficámos honrados por se lembrarem da nossa prova para a integrar nesta liga sendo que ela vai continuar a manter as suas características populares e sem cachets para os participantes”.
A anteceder estas comemorações, a união de sindicatos vai também organizar, em parceria com a banda da Covilhã, o jantar de Abril, que decorre no próximo dia 24 à noite para assinalar os 44 anos da instauração do regime democrático em Portugal.

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