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Quinta, 16 Ago 2018
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POLÍTICA
COMPARTICIPAÇÃO DE MEDICAMENTOS: “O STBB FEZ O QUE TINHA A FAZER”
Rádio Cova da Beira
“Nem enganado, nem desiludido, estou de consciência tranquila”, afirma em entrevista ao programa RCB “Flagrante Directo” o presidente da direcção do Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa em relação ao processo de comparticipação de medicamentos. Esta segunda-feira, a partir das 15:00h, sindicato e reformados dos lanifícios voltam-se a encontrar para analisar o assunto.
Por Paulo Pinheiro em 16 de Apr de 2018

Face à forma de “pagamento injusta” que estava impelementada, primeiro os reformados procediam ao pagamento nas farmácias e só depois (um, dois ou três meses) eram ressarcidos do valor desembolsado “o sindicato fez o que tinha a fazer” defende Luís Garra, ou seja, o de exigir que a comparticipação fosse feita directamente às farmácias.

O sindicalista aponta o dedo aos governos (actual e anterior) que procederam a alterações no processo

“O da direita mudou a forma de pagamento, mas manteve o pagamento da comparticipação a 100%. Este Governo altera a comparticipação. Se alguém tem culpa é o Governo”, sustenta.

Luís Garra recorda o argumento apontado pela actual administração para proceder a mudanças, nomeadamente o de que o valor da factura disparou e daí a necessidade da realização de uma auditoria cujos dados admite desconhecer

“Há reformados envolvidos?”, questionou o presidente do STBB aos responsáveis da saúde.  A resposta foi negativa “se não são os reformados não sei quem são, eles lá saberão”, refere.

Mas o presidente da direcção do sindicato formulou ainda outra pergunta “Já levantaram processo-crime contra quem prevaricou? Para isto não há resposta”, aponta.

 

Na reunião mantida com a Secretaria e Estado da Saúde, no passado mês de Março, após o encontro com o Ministro da Saúde, aquando da deslocação ao CHCB, Luís Garra sublinha que a membro do Governo parecia não estar muito informado sobre o assunto “apesar de já lá terem estado os presidentes da CMC e AMC.”.

 Como não sabia, o STBB deixou alguns argumentos para que a Secretaria de Estado pudesse tomar uma decisão fundada na justiça

“Aquele direito nada tem a ver com a política nacional do medicamento é um direito que deriva de descontos adicionais estabelecidos em contratação colectiva há muitos anos”, explica o presidente do sindicato.

De acordo com Luís Garra, a Secretaria de Estado da Saúde ficou sem dúvidas e afirmou que “o direito tem que reposto, mas têm que me dar até 15 de Abril 2018. Até agora inda não temos essa resposta”, garante.

 

Para o Sindicato dos Têxteis da Beira Baixa tudo é muito claro

“Gostaríamos de chegar esta segunda-feira à reunião e termos a informação positiva. Se assim não acontecer, deixámos a informação à Secretária de Estado da Saúde

“Não lhe pedimos mais nenhuma reunião. Quando formos vamos bem acompanhados”, esclarece Luís Garra.

 

Assim, é necessário esperar pela reunião desta tarde para saber que medidas são tomadas e se o STBB tem ou não uma resposta da Secretaria de Estado da Saúde para um processo que se arrasta há vários anos. 


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