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POL√ćTICA
JOS√Č PEDRO SOUSA SAI DO CDS-PP
Rádio Cova da Beira
José Pedro Sousa anuncia em carta aberta a sua demissão da concelhia de Castelo Branco do CDS/PP e a saída do partido, voltando à condição de independente.
Por Paulo Pinheiro em 10 de Apr de 2018

José Pedro Sousa, que liderou a lista do CDS/PP nas últimas autárquicas como candidato à presidência da câmara municipal de Castelo Branco aponta “duas ou três razões” para deixar o partido.

 

O ex-candidato dos centristas em Castelo Branco começa por considerar a recente visita de Assunção Cristas à capital do distrito "pouco genuína e muito oportuna" e recorda que eleita há já dois anos, a líder do CDS nunca se deslocou a Castelo Branco, nem quando "Castelo Branco foi um dos distritos mais fustigado pelos incêndios no que concerne a área ardida, com 38.962 hectares, representando cerca de 18% do total" nessa altura, Assunção Cristas “não teve a bondade de se deslocar e visitar Castelo Branco para se inteirar da situação e ouvir as populações afectadas”.

 

Para José Pedro Sousa, Castelo Branco merece outro respeito e consideração

"Como albicastrense (de coração e por adoção), e por lealdade para com a cidade e região que tão bem me soube acolher, entendo que Castelo Branco merece outro respeito e consideração. Castelo Branco não pode ser lembrado apenas e aquando dos períodos eleitorais e por que fica bem ficar na fotografia com o “pobrezinho”." Refere.

 

Em relação a eleições a candidaturas, José Pedro Sousa recorda que em 2009, por convite do então líder da Comissão Política Concelhia de Idanha-a-Nova, encabeçou a lista do CDS, como independente, nas eleições autárquicas à presidência da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.

 

“Nessas eleições tornei o CDS, que concorreu em listas próprias, na terceira força política do concelho, fiz eleger um deputado municipal e contribui para a eleição de três outros membros para as Assembleias de Freguesia”, frisa

 

Nas eleições autárquicas seguintes, em 2013, por convite da então Comissão Política Concelhia, liderei a lista do CDS à Assembleia Municipal de Castelo Branco, “mais uma vez em listas próprias, e para a qual fui eleito e onde desempenhei as funções de deputado municipal durante 4 anos, tendo igualmente contribuído para a eleição de três outros membros para as Assembleias de Freguesia”, destaca.

 

Por último, e novamente por convite da respectiva Comissão Política Concelhia, encabeçou a lista do CDS à presidência da Câmara Municipal de Castelo Branco, também aqui em listas próprias, “e não obstante não ter conseguido o objectivo de tornar o CDS a terceira força política do concelho (à semelhança do que havia sucedido em Idanha-Nova), a minha candidatura subiu a votação do partido relativamente às pretéritas eleições de 2013”, à excepção de Adolfo Mesquita Nunes na Covilhã e juntamente com o Fundão foi a melhor votação do CDS no distrito, “ficou bem acima da média nacional do CDS que não passou dos 2,59%, e contribuiu para eleição de novo deputado para a Assembleia Municipal de Castelo Branco (permitindo rejuvenescer a representação do CDS naquele fórum) e de dois outros membros para as Assembleias de Freguesia”, sustenta.

 

 

À excepção do “furacão” que foi este ano Adolfo Mesquita Nunes na Covilhã, “de inquestionável mérito mas também com apoios financeiros e políticos que não existiram em Castelo Branco, e da candidatura na Sertã em 2009, faz de mim, desde 2009 (ano em que pela primeira vez me apresentei a eleições) a pessoa que no partido mais contribuiu para a eleição de membros para os órgãos autárquicos pelo CDS no distrito de Castelo Branco”, afirma.


Recordando os resultados obtidos, nas eleições onde foi candidato, José Pedro Gomes considera que seria natural que o partido pela voz da sua presidente dirigisse aos candidatos e principais rostos das diversas candidaturas do partido espalhadas por este país uma palavra de agradecimento, um obrigado.

 

"A verdade é que nem Assunção Cristas nem a direcção do partido se dignaram alguma vez tomar tal gesto e dar tal palavra. É uma questão de respeito e (boa) educação. O que não existiu", acrescenta.

 

José Pedro Sousa, decide apresentar a demissão da Comissão Política Concelhia do CDS de Castelo Branco e sair do partido. 


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