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Domingo, 22 Abr 2018
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POLÍTICA
VEREADOR DO CDS SOLICITA ENTREGA DE LISTAGEM
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes quer saber se os deputados municipais que votaram, no passado mês de Dezembro, a lista de integração de trabalhadores precários nos quadros da autarquia apresentaram alguma declaração de conflito de interesses. A questão voltou a estar em cima da mesa na última reunião privada do executivo uma vez que foi feita uma rectificação ao número inicial, passando o número de trabalhadores de 75 para 76.
Por Nuno Miguel em 10 de Apr de 2018
“Hoje pedi à câmara que me fizesse chegar a indicação relativamente à votação na assembleia municipal dos deputados municipais que estavam em conflito de interesses na aprovação desta lista de precários. Porque há deputados municipais incluídos na lista, familiares directos quer conjugais quer filhos e pedi a entrega dessa lista e também saber se foram ditadas para a acta declarações de conflito de interesses. E depois de essa lista me ser facultada e de saber se declararam ou não conflito de interesses nessa situação iremos avaliar da legalidade ou não da decisão”.  
Adolfo Mesquita Nunes voltou a votar contra esta proposta uma vez que continuam a existir várias perguntas sem resposta “o CDS é a favor do cumprimento da lei de integração dos precários, no entanto entendemos que a câmara não está a dar cumprimento a essa legislação. Na lista de nomes que apresenta não diz que funções são para se manter e porque, não justificando a criação do posto de trabalho e também mistura na lista pessoas que estão a exercer funções com pessoas que já as exerceram sem fazer qualquer distinção”.
Já o presidente da câmara da Covilhã refere que a autarquia está apenas a cumprir aquilo que a lei determina e refere que, mesmo com este processo de regularização “não vamos conseguir resolver os problemas de todas as pessoas porque existem mais concidadãos nossos que sendo precários são de um número superior às 76 vagas que vão ser criadas. A escolha foi feita com base nos critérios definidos na lei, que referem que se podem candidatar a esses lugares todas as pessoas que trabalharam no município nos últimos três anos. Não foi a câmara que fez nenhuma escolha arbitrária. Apenas cumprimos aquilo que a lei determina”.  
Vítor Pereira acrescenta que todos os lugares vão ser preenchidos através de concurso, rejeitando a ideia de qualquer favorecimento por questões partidárias “nós vamos abrir concursos, que vão decorrer de forma transparente e com imparcialidade tal como deve ser. Isto não é nenhum arranjinho nem nenhum preenchimento arbitrário de lugares. Há ai um equívoco muito grande. Aliás eu já ouvi isso noutros sítios, de que é uma forma de resolver o problema dos amigos e dos camaradas. Nada disso. São situações que, algumas delas, estão em situação precária há quase 20 anos e que agora lhes é dada a oportunidade de preencher esses lugares”.

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