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Sábado, 21 Jul 2018
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CIMD Cabecalho
POLÍTICA
AZEREDO LOPES NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
O governo quer avançar com a revisão da lei de programação militar no que concerne à acção externa de Portugal ao nível da defesa. O anúncio feito na Covilhã pelo ministro da tutela que presidiu à cerimónia de abertura do terceiro seminário promovido pelo instituto da defesa nacional e que resulta de uma parceria estabelecida com as instituições de ensino superior.
Por Nuno Miguel em 06 de Apr de 2018
Azeredo Lopes sublinha que a actual legislação tem mais de duas décadas e é necessário adequá-la a alguns aspectos que hoje fazem parte do dia a dia como as questões da cibersegurança, migrações e direitos humanos e ameaças transnacionais “não sou, de forma nenhuma, um legislador compulsivo. Convivo bem com o que os meus antecessores fizeram mas aqui acho que vai ser necessário ter uma intervenção. Para perceber isso, basta analisar os temas que aqui estão propostos neste seminário e que não estão integrados em nenhuma norma ou conceito que lhes dê sentido, os integre e o faça serem perceptíveis à academia e aos cidadãos. Se eu não sou capaz de explicar, com base no direito e na prática vigente, o que é a acção externa da defesa nacional então temos um problema”. 
O ministro da defesa acrescenta que o principal objectivo desta revisão “é que a acção externa de defesa nacional tenha uma relação mais clara entre a componente nacional e a orientação de política externa. Para que, por exemplo, essa componente nacional não dependa de uma acção mediante as necessidades que nos vão apresentando. Não sei se têm noção disso mas os militantes portugueses nunca foram acusados de nenhum crime no âmbito de missões internacionais e não podem imaginar o valor que isso representa, quer para uma boa acção externa de defesa nacional quer para uma política de defesa nacional coerente”.
Neste seminário vão ser apresentadas mais de três dezenas de comunicações, realizadas por alunos de diversas instituições de ensino superior. Vítor Rodrigues Viana, director do instituto de defesa nacional, sublinha que a realização desta iniciativa pretende concretizar dois grandes objectivos “por um lado dar visibilidade aos trabalhos de investigação desenvolvidos pelos estudantes, promovendo um fórum de discussão qualificada sob matérias relevantes para a segurança e defesa nacional. Por outro lado o IDN vai publicar, na sua linha editorial, os artigos agora apresentados e que serão objecto de acompanhamento por parte de um conjunto de especialistas. Este projecto decorrer de uma das missões fundamentais do instituto que é aprofundar na sociedade portuguesa uma consciência nacional de segurança e defesa”.
Já António Fidalgo não esconde a satisfação pelo facto de a universidade da Beira Interior ter sido escolhida para receber esta iniciativa. O reitor da UBI refere que “tudo temos feito e vamos continuar a fazer para apoiar a realização de actividades de relevo para as comunidades do interior, contribuindo para o progresso do meio onde estamos inseridos. Não há dúvida que a UBI hoje se pode considerar como uma das instituições do estado mais importantes e sólidas de todo o arco do interior. Os quartéis saíram da nossa região, também aqui da Covilhã, mas veio a universidade. E isso é também uma presença do estado importante e também um acto de afirmação da nossa soberania”. 

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