RCB/TuneIn
Domingo, 22 Abr 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
ORCA: OPOSIÇÃO DENUNCIA “DESMANDOS” DE EX-AUTARCA
Rádio Cova da Beira
O líder da bancada da lista independente à junta de freguesia da Orca, “Juntos pela Freguesia” (JPF) vem, denunciar publicamente os “desmandos” de Marco Marques, o autarca do PSD que esteve 12 anos à frente da junta de freguesia de Orca acusa Joaquim Galante de estar a levantar poeira para lançar a confusão.
Por Paula Brito em 04 de Apr de 2018

O eleito na assembleia de freguesia lembra que a primeira pedra para a construção do lar da aldeia foi lançada em Novembro de 2012 e nunca foi concluída.

“A obra começou há mais de 5 anos e milhares de euros depois, o edifício ainda não passou do tijolo.”

Na resposta, Marco Marques diz que a vontade de construir o lar tem 40 anos mas que nada foi feito até 2012.

“Há mais de seis anos que não temos fundos comunitários destinados a construção de raiz, o problema é que neste momento posso candidatar ampliação e novas valências mas não construção de raiz, não tenho culpa por aquilo que não fizeram.” Responde Marco Marques.

Na altura foi criado o Centro Social Flor da Oliveira, que tinha como objectivo angariar fundos, através dos seus associados e de parcerias público-privadas, para viabilizar o projecto. Foi a esta associação que a junta entregou a gestão das piscinas, segundo Joaquim Galante, “de forma irregular pois nunca foi celebrado qualquer protocolo” entre a Junta e o Centro, “contrariamente ao anunciado publicamente, o que estamos perante um ato de enorme gravidade”.

Confrontado com a situação, Marco Marques garante que o protocolo não só foi celebrado como aprovado por unanimidade pela junta e pela assembleia de freguesia.

“Se foi aprovado por unanimidade em reunião de junta e por unanimidade em assembleia de freguesia onde é que está a ilegalidade?” Questiona o ex-autarca.

Mas as denúncias não ficam por aqui. Joaquim Galante acusa o ex-autarca de ter transformado o Centro Interpretativo dos Produtos da Terra, “uma obra financiada com fundos europeus, num restaurante por ele explorado, alterando o fim para o qual o espaço foi criado, não pagando qualquer renda pela sua exploração, utilizando electricidade paga pela Junta de freguesia.”

Marco Marques diz que não foi ele pessoalmente que explorou o centro interpretativo mas sim o centro social que preside, ao abrigo de um protocolo com proveitos para a junta de freguesia.

“A junta de freguesia recebeu à custa do espaço 5 mil euros anual, é disso que estamos a falar, de parcerias proveitosas para a freguesia da Orca.”

Joaquim Galante diz ainda, em comunicado, que já depois de ter saído da presidência, e com o novo elenco da junta de freguesia de Orca em funções, Marco Marques recusou-se a entregar as chaves do Centro de Interpretação de Produtos da Terra e de acesso às piscinas, e só no passado dia 12 de Março a junta tomou finalmente posse dos dois equipamentos, tendo mudado as fechaduras. “Volvidos dois dias, o ex-autarca arrombou a porta e retirou de lá diversos objectos. A GNR, chamada ao local pela Junta, tomou conta da ocorrência.”

O ex-presidente da junta da Orca lamenta que o episódio esteja a ser aproveitado para lançar poeira e confusão e explica a sua versão dos acontecimentos.

“Nós entrámos porque tínhamos chave, o que aconteceu foi que o alarme disparou e a GNR esteve no espaço, tal como a junta de freguesia, foi explicado que estávamos a retirar bens alimentares do espaço, aliás a senhora presidente sabia disso, eu enviei uma mensagem à senhora presidente da junta de freguesia e um e-mail à junta de freguesia, estava tudo informado.”

Quanto à acusação do líder da bancada JPF, de que Marco Marques terá recebido dinheiros do aluguer dos espaços das feiras, sem passar recibos e de nunca ter prestado contas das receitas e despesas das piscinas, o ex-autarca explica que a junta decidiu, há dois anos, não cobrar o aluguer dos espaços aos feirantes e quanto às contas da piscina foram apresentadas nas assembleias gerais do centro social flor de oliveira desde que está a gerir o espaço.

Recordando que na última assembleia de freguesia a actual presidente da junta informou que uma auditoria não se justificava “porque o Dr. Paulo Fernandes não via necessidade, uma vez que a gestão do ex-autarca não apresentava prejuízos”, Joaquim Galante questiona de que forma chegou o presidente da câmara a esta conclusão uma vez que o anterior executivo “a dois meses do final do ano, deixou cerca de 200 euros em caixa e muitas contas para pagar.”

Marco Marques lamenta a linguagem de Joaquim Galante que é a mesma que ouviu na campanha eleitoral e que só serve para dividir para reinar.

“Quando estamos a falar em honestidade, clareza, frontalidade e postura estamos a falar de uma pessoa que anunciou que se tinha mudado para a Orca e que ali passava a residir, no entanto, ninguém o encontra na Orca.”

O ex-autarca, à RCB garante que nenhuma obra ficou por liquidar, apenas as despesas correntes. Confirma que deixou 200 euros na conta e que a junta tinha para receber cerca de 3 mil euros de IMI entre Novembro e Dezembro último. 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados