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Terça, 17 Jul 2018
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SOCIEDADE
“MESMO SEM FINANCIAMENTO O GABINETE ABRE EM BREVE”
Rádio Cova da Beira
O Fundão vai ter em breve a funcionar um gabinete de apoio às vítimas de violência doméstica. O anúncio feito pela vereadora com o pelouro da acção social na autarquia em resposta a um conjunto de questões deixadas pela vereadora do PS na última reunião pública do executivo.
Por Nuno Miguel em 03 de Apr de 2018

Joana Bento quis conhecer as razões que estiveram na base do chumbo da candidatura para a implementação dessa valência assim como de uma casa abrigo para apoio às vítimas, cujas candidaturas foram apresentadas à comissão para a cidadania e igualdade de género “um dos objectivos que nós tínhamos definido para o município era a existência de uma casa abrigo. Foi-nos dito que esta casa abrigo foi alvo de uma candidatura que foi indeferida. O município não é detentor de nenhuma casa abrigo para apoio a vítimas de violência doméstica e nós entendemos que é de inteira justiça que o município do Fundão tenha uma resposta de proximidade para estes casos. Para além disso dar também aqui uma nota de condenação porque a candidatura que foi apresentada em relação ao gabinete de apoio à vítima de violência doméstica ter sido chumbada por falta de dotação financeira da CIG”.

Na resposta, Alcina Cerdeira refere que “neste momento o município do Fundão tem uma casa de emergência para vítimas de violência doméstica, que nós disponibilizámos, e que dá às pessoas as respostas que são necessárias. Inclusivamente se as pessoas até vierem de outros municípios podem usá-la desde que ela esteja vaga e exista disponibilidade para essa articulação. Em relação à candidatura para a criação do gabinete, ela foi aprovada mas não tem dotação financeira. Mas mesmo assim as nossas técnicas de acção social realizaram uma acção de formação e nós vamos implementar o nosso gabinete de apoio à vítima e que vai abrir em breve”.

Já em relação à casa abrigo, Alcina Cerdeira refere que “a primeira coisa que nos foi referida para que a nossa candidatura não tivesse sido aprovada foi a designação que demos ao projecto, que se intitulava «acolhe e protege-casa abrigo para vítimas de violência doméstica». Depois também foi invocada a dotação financeira, que havia pouco dinheiro. Outra das coisas, e que eu também achei estranha, foi não terem valorizado o carácter inovador da nossa candidatura uma vez que ela previa uma intervenção feita junto da vítima mas também junto do agressor e foi-nos dito que isso diminuiu a valorização da candidatura porque não fazia parte das acções da comissão”.

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