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Quinta, 13 Dez 2018
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SOCIEDADE
“MESMO SEM FINANCIAMENTO O GABINETE ABRE EM BREVE”
Rádio Cova da Beira
O Fundão vai ter em breve a funcionar um gabinete de apoio às vítimas de violência doméstica. O anúncio feito pela vereadora com o pelouro da acção social na autarquia em resposta a um conjunto de questões deixadas pela vereadora do PS na última reunião pública do executivo.
Por Nuno Miguel em 03 de Apr de 2018

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Joana Bento quis conhecer as razões que estiveram na base do chumbo da candidatura para a implementação dessa valência assim como de uma casa abrigo para apoio às vítimas, cujas candidaturas foram apresentadas à comissão para a cidadania e igualdade de género “um dos objectivos que nós tínhamos definido para o município era a existência de uma casa abrigo. Foi-nos dito que esta casa abrigo foi alvo de uma candidatura que foi indeferida. O município não é detentor de nenhuma casa abrigo para apoio a vítimas de violência doméstica e nós entendemos que é de inteira justiça que o município do Fundão tenha uma resposta de proximidade para estes casos. Para além disso dar também aqui uma nota de condenação porque a candidatura que foi apresentada em relação ao gabinete de apoio à vítima de violência doméstica ter sido chumbada por falta de dotação financeira da CIG”.

Na resposta, Alcina Cerdeira refere que “neste momento o município do Fundão tem uma casa de emergência para vítimas de violência doméstica, que nós disponibilizámos, e que dá às pessoas as respostas que são necessárias. Inclusivamente se as pessoas até vierem de outros municípios podem usá-la desde que ela esteja vaga e exista disponibilidade para essa articulação. Em relação à candidatura para a criação do gabinete, ela foi aprovada mas não tem dotação financeira. Mas mesmo assim as nossas técnicas de acção social realizaram uma acção de formação e nós vamos implementar o nosso gabinete de apoio à vítima e que vai abrir em breve”.

Já em relação à casa abrigo, Alcina Cerdeira refere que “a primeira coisa que nos foi referida para que a nossa candidatura não tivesse sido aprovada foi a designação que demos ao projecto, que se intitulava «acolhe e protege-casa abrigo para vítimas de violência doméstica». Depois também foi invocada a dotação financeira, que havia pouco dinheiro. Outra das coisas, e que eu também achei estranha, foi não terem valorizado o carácter inovador da nossa candidatura uma vez que ela previa uma intervenção feita junto da vítima mas também junto do agressor e foi-nos dito que isso diminuiu a valorização da candidatura porque não fazia parte das acções da comissão”.

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