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SOCIEDADE
CONTAS DA SAÚDE NO VERMELHO
Rádio Cova da Beira
Dados da gestão hospitalar demonstram que só três hospitais não pioraram as contas no ano passado e apenas um, Figueira da Foz, apresenta contas positivas.
Por Paula Brito em 02 de Apr de 2018
 

Os dados são avançados na edição de hoje do DN, com base no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e demonstram que até Outubro do ano passado e comparando com o período homólogo anterior, dos 30 hospitais ou centros hospitalares apenas três conseguiram melhores resultados EBITDA (sigla inglesa para resultados antes dos juros, impostos, depreciação e amortização): Amadora-Sintra, Setúbal e Santa Maria Maior, em Barcelos.

Com 12,9 milhões de euros negativos (EBITDA), o Centro Hospitalar da Cova da Beira é uma das apenas três instituições do país que reduziram as suas dívidas a mais de 90 dias, até Outubro do ano passado.

Ainda assim, a dívida vencida do CHCB a fornecedores, em Outubro último, situava-se nos 22 milhões de euros, menos 9,8% que no período homólogo anterior.

O CHCB é, da lista de 30 instituições de saúde em análise, aquele que tem um maior custo por doente-padrão (3.688 euros) sendo que do outro lado da tabela surge o IPO do Porto com o menor custo por doente padrão situado nos 2.200 euros.

A análise à gestão hospitalar surge na sequência das palavras do ministro da saúde que disse que “é evidente que existe má gestão na saúde”, anunciando a criação de uma unidade de missão para controlar as contas do sector. Mas o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares argumenta que muito do desperdício é gerado pelas regras a que muitas unidades estão sujeitas, deixando como exemplo as contratações e as aquisições que têm que ser sujeitas a aprovação o que por vezes demora meses.

Também o bastonário da Ordem dos médicos fala na castração imposta pelo poder central na flexibilidade da gestão remetendo responsabilidades da “falência técnica dos hospitais e descontrolo das dívidas hospitalares” para os ministros das finanças e saúde.


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