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Segunda, 23 Abr 2018
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POLÍTICA
JOAQUIM MORÃO NO CENTRO DA POLÉMICA
Rádio Cova da Beira
A notícia foi avançada pelo jornal “Público”, no passado sábado, com o título “Câmara municipal de Lisboa simula consultar mercado para contratar histórico do PS”. Segundo o diário, o ex-autarca do Partido Socialista foi consultor da câmara de Lisboa com quem celebrou dois contratos no valor de 96 mil euros.
Por Paula Brito em 02 de Apr de 2018
 

Para o contratar a autarquia liderada por Fernando Medina simulou uma consulta ao mercado, recorrendo a duas empresas de um amigo de Morão, António Realinho, que na altura estava a ser pronunciado e julgado por burla e falsificação. (Um processo pelo qual viria a ser condenado a quatro anos e meio de prisão efectiva, estando a condenação ainda pendente no tribunal Constitucional.)

Segundo o Público, as duas empresas de António Realinho (AJNR e Remir) nunca responderam aos convites, e os dois contratos foram celebrados com a empresa JLD, Consultadoria Unipessoal, Lda, de Joaquim Morão, nos anos 2015 e 2016.  

Uma das “curiosidades” do processo é o facto da empresa do ex-autarca ter sido convidada um mês depois de ter sido criada, primeiro com o nome Joaquim Morão – Consultadoria Unipessoal, sendo depois rebaptizada de JLD – Consultadoria Unipessoal.

O caderno de encargos refere que o serviço a prestar pela JLD prende-se com a necessidade de “dar um impulso” a um conjunto de investimentos municipais. Ao “Público”, por escrito, a Câmara de Lisboa justifica a escolha da JLD com o fundamento que está na base da escolha das empresas por ajuste directo “qualidades, características ou capacidades, bem como os meios humanos a afectar”.

Na investigação feita às duas empresas convidadas que não responderam ao município, o “Público” conclui que nem uma nem outra tinham no seu curriculum experiencia na gestão de projecto e obras públicas. Contactado pelo jornal, António Realinho refere que a actividade central de ambas “são as candidaturas de empresas a fundos comunitários”.

O Público pediu para ter acesso aos relatórios, pareceres e documentos produzidos por Joaquim Morão ao serviço do município de Lisboa, mas a autarquia responde que a prestação de serviços não implicava a realização de relatórios ou pareceres escritos.

Joaquim Morão responde também ao jornal garantindo que não fazia relatórios “não sou burocrata, sou um homem de acção” afirma, acrescentando que fazia o trabalho político e resolvia os problemas que os empreiteiros iam encontrando. Morão garante ainda que não cometeu nenhuma ilegalidade. “Sempre fui uma pessoa humilde e pobre e continuo a sê-lo”.


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