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Terça, 17 Jul 2018
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SOCIEDADE
“ESPERO QUE HAJA PASSOS PARA INVERTER A ACTUAL TENDÊNCIA”
Rádio Cova da Beira
O bispo da diocese da Guarda espera que o “Movimento Pelo Interior”, que foi criado em finais do ano passado possa trazer à região as respostas que necessita para travar os problemas do envelhecimento e de desertificação do território.
Por Nuno Miguel em 01 de Apr de 2018

D. Manuel Felício sublinha que a dinamização deste movimento, que engloba várias forças vivas de todo o interior do país, pode dar um contributo importante à resolução desses problemas ao contrário do que sucedeu, por exemplo, com a unidade de missão para a valorização do interior que foi criada pelo governo “essa unidade de missão apresentou, com pompa e circunstância, um documento com 166 medidas. Quantas foram cumpridas? Zero. Se tivessem sido apenas seis, eu já ficaria muito contente. Por isso espero, dentro desta linha, que o movimento pelo interior que partiu dos nossos ambientes e que está a ter tantos acolhimentos, pelo menos em sorrisos, por parte dos nossos gestores públicos que não fiquem também em zero. Sei que há pessoas com muito boa vontade e empenhadas e por isso espero que haja passos no sentido de inverter esta tendência”. 

Num seminário dedicado à temática dos incêndios florestais, que decorreu no instituto politécnico da Guarda, D. Manuel Felício espera que a tragédia que dizimou grande parte dos territórios do interior “seja o tempo favorável para começar a inversão de marcha no que respeita à reorganização do território e ao repovoamento do nosso interior que está a ser abandonado há muitas décadas. Não estamos nós também dispostos a investir o necessário para que se faça a inversão desta tendência? Ela é má para todos. É certo que nós sentimos os efeitos destes ambientes de pouca população imediatamente mas os grandes centros também sofrem com isso”. 


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