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Rádio Cova da Beira
A santa casa da misericórdia da Covilhã fechou o ano 2017 com um resultado líquido positivo na ordem dos 25 mil euros. Os números fazem parte do relatório de gestão que foi aprovado pelos irmãos na última assembleia geral da instituição e que, de acordo com o seu provedor, revelam a sustentabilidade financeira que tem vindo a ser alcançada.
Por Nuno Miguel em 01 de Apr de 2018

“Os valores reflectem a sustentabilidade da misericórdia mas não é uma sustentabilidade que possamos dizer que tem maturidade uma vez que os valores entre a receita e a despesa não são muito diferenciados. Ainda assim registámos um resultado positivo de 25 mil euros. Não vou dizer que estamos bem, mas estamos a sobrevir. Nós também somos uma economia social e não nos interessa o lucro mas sim a qualidade de vida dos nossos utentes, dos nossos meninos e também dos nossos colaboradores”. 

Apesar do resultado positivo, Neto Freire sublinha que é necessário encarar o futuro com alguma cautela uma vez que o estado não tem acompanhado o trabalho desenvolvido pelas instituições da economia social “nomeadamente no que diz respeito à questão do aumento do ordenado mínimo e das requalificações. Eu entendo que o valor dos acordos, que se mantém há longos anos, devia ser revisto para que instituições como as misericórdias que são sustentáveis, mas sempre numa linha muito ténue, consigam fazer o trabalho que estão a fazer junto das comunidades”.

Já em relação à notificação recebida pela santa casa relativa à actualização do salário mínimo nacional e requalificação das carreiras dos trabalhadores, que poderia originar que 40 funcionários não vissem os seus contratos renovados, Neto Freire refere que existiu um retrocesso por parte do ministério da tutela e a situação está novamente a ser avaliada “nós pretendemos manter as mesmas equipas mas quando se coloca a misericórdia entre a espada e a parede a instituição tem de levantar a sua voz e dizer que não concorda. Essa requalificação foi por nós iniciada em 2016, vai continuar ainda durante este ano mas foi-nos dado um prazo muito curto para a sua conclusão. Isso iria obrigar a misericórdia a ter uma atitude mais radical para conseguir manter a sua sustentabilidade. Felizmente que houve um recuo, o prazo foi alargado e portanto estamos a fazer o possível para que mesmo as pessoas que estão contratadas se mantenham. Vamos tentar até, se possível, para além dessas pessoas ter ainda mais pessoas a trabalhar na nossa instituição”.

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