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Sexta, 21 Set 2018
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POLÍTICA
COVILHÃ: POLITICA E JUSTIÇA MARCAM ACTUALIDADE
Rádio Cova da Beira
As questões judiciais que têm marcado a vida política na Covilhã não faltaram ao debate promovido pela RCB, no último Flagrante Directo, com um painel de convidados que analisou a actualidade informativa regional.
Por Paula Brito em 28 de Mar de 2018
 

Marco Aurélio estranha que Vítor Pereira se mantenha em funções estando a ser julgado por um crime de prevaricação de cargo político, enquanto exerceu as funções de presidente de câmara da Covilhã. O deputado do PSD na assembleia municipal entende que estando a decorrer outro processo que envolve a família de Santos Silva, o actual presidente não tem condições políticas para se manter no cargo.

“Que condições é que tem nesta altura para ser presidente de câmara e como é que vai resolver este outro assunto que é o pedido de indeminização da família Santos Silva à câmara municipal da Covilhã? Corremos aqui o risco de Vítor Pereira reincidir nos mesmos crimes.”

João Bernardo, outro dos convidados da RCB, recorda que legalmente Vítor Pereira pode exercer o cargo até às últimas instancias, e que até trânsito em julgado ninguém em condenado, mas o que preocupa o também advogado é a displicência com que tudo foi confessado em tribunal.

“Quando se chega a tribunal e se confessa que aquilo tudo é verdade, que afinal de contas o negócio foi feito naqueles termos, com aquelas implicações e consequências, eu fico preocupado, é o tal desplante, as pessoas já não têm respeito nem pelos seus cargos, nem pelas suas funções, nem por aquilo que fazem, e acham que se podem permitir tudo.”

Hélio Fazendeiro entende que se trata de um caso de “procurar no tribunal a revanche dos maus resultados eleitorais”, ao contrário de outro processo que também irá a julgamento em que o ex-presidente da câmara da Covilhã, Carlos Pinto, é acusado de, pelo menos, 12 crimes de difamação agravada.

“Com a pronúncia de acusação, a quantidade de pessoas que foram visadas, vilipendiadas e difamadas nesse blogue, certamente o número de acusações vai disparar. Provavelmente eu serei um deles porque também fui visado, creio que terei o direito, depois de provado de quem é a autoria do blogue porventura accionar juridicamente o autor por difamação.”

Uma hipótese que também não é descartada por Marco Aurélio que foi outro dos visados no blogue em causa “eu e a minha família”.

Marco Gabriel diz que o processo em julgamento que envolve o actual presidente da câmara e o ex-presidente da assembleia, resulta de um erro político de Vítor Pereira.

“Aí é que foi um grande erro, politicamente falando. Chegámos a um acordo porque a câmara podia receber zero, mas os trâmites são esses, e se se chegasse a essa conclusão, o Supremo Tribunal tinha decido de forma suprema e a câmara nada recebia, era deixar correr o processo, ética e politicamente.”


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