RCB/TuneIn
Segunda, 16 Jul 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“AS DÚVIDAS SÃO AS MESMAS”
Rádio Cova da Beira
A vereadora do CDS/PP na câmara da Covilhã considera que o modelo de gestão para o teatro municipal, depois da sua requalificação, é um documento vago e que não dá resposta às várias questões já levantadas sobre a sua estratégia de sustentabilidade.
Por Nuno Miguel em 28 de Mar de 2018

No final da última reunião extraordinária do executivo, em que o documento foi apresentado, Maria José Madeira refere que abandonou o encontro com as mesmas dúvidas com que entrou “as nossas dúvidas mantém-se na totalidade e acho que deveria ser uma prioridade para esta autarquia apostar na cultura porque ela pode ser o motor de muitos sectores da economia local, nomeadamente no turismo, na parte da restauração e também de potenciais novas empresas que possam surgir. Para mim, depois desta apresentação, não ficou explícito qual vai ser o modelo de gestão do teatro e todos os componentes que ele deve ter”.

 

Para além da apresentação documento ao executivo, a autarquia realizou também uma sessão para dar a conhecer essa estratégia, que pretende dar o pontapé de saída para uma discussão pública em torno do futuro do teatro municipal da Covilhã. Vítor Pereira garante que o novo centro de inovação cultural “é uma estrutura que vai estar virada para os nossos agentes culturais e para os nossos concidadãos, onde todos os dias se vai produzir cultura. O espaço vai ter autonomia artística, financeira e administrativa. Terá um organigrama próprio, com profissionais vocacionados para acompanhar diariamente o trabalho deste equipamento. Nesse sentido a partir de hoje abrimos a discussão pública sobre isso. Não é uma discussão que esteja fechada e queremos, de forma transparente, a opinião dos nossos concidadãos, das entidades que produzem cultura e também do nosso movimento associativo”.

 

Já em relação ao futuro director do espaço, o presidente da câmara da Covilhã garante que vai ser aberto concurso público para esse efeito, afastando a possibilidade de João Aidos, antigo director geral das artes e actual consultor deste projecto, vir a assumir o lugar “não é um nome que esteja em cima da mesa. Nós iremos abrir concurso público onde vamos escolher pessoas com experiência comprovada neste âmbito e depois disso será seleccionada a melhor pessoa, a mais qualificada para o lugar. Mas eu vi que quer a senhora vereadora quer o senhor vereador Adolfo Mesquita Nunes afinaram pelo mesmo diapasão. A preocupação deles não é outra; é saber quem é que vai para lá. Portanto ficaram desiludidos porque pensaram que este excelente profissional que nos está a dar acessória técnica iria também ser candidato à direcção do teatro”.  

 

O arranque dos trabalhos está dependente da chegada de visto do tribunal de contas. O prazo de execução da obra é de um ano.   

  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados