RCB/TuneIn
Terça, 17 Jul 2018
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“O INTERIOR NÃO È UMA FATALIDADE”
Rádio Cova da Beira
A afirmação feita pelo secretário geral do PCP que presidiu à cerimónia de encerramento da assembleia da direcção da organização regional da Guarda que decorreu no concelho de Almeida.
Por Nuno Miguel em 28 de Mar de 2018
Para Jerónimo de Sousa os problemas que a região enfrenta, como a desertificação, o envelhecimento e a emigração, são consequências de quatro décadas de políticas erradas protagonizadas por PSD, PSD e CDS “daqui levaram o comboio, os correios, os bancos, as finanças e até durante a legislatura do anterior governo PSD/CDS uma boa parte das freguesias. Uma política de desprezo e abandono concretizada à vez pelo PS, PSD e CDS e que está na origem das vulnerabilidades estruturais que esta região enfrenta e que foram brutalmente expostos nos incêndios do ano passado. São quatro décadas de vira o disco e toma o mesmo”.
O secretário geral do PCP acrescenta que “os 150 milhões de euros para as florestas desviados para outros programas do Proder perla anterior ministra Assunção Cristas são o mais cabal exemplo do desprezo pelo mundo rural. PS, PSD e CDS partilham culpas igualmente pesadas neste cartório, que só a falta de decoro pode querer fazer esquecer. E como isto não passa usaram agora a desculpa clássica que a culpa é de todos. Não. A culpa é de quem governou e deixou a floresta neste estado e por isso não podem fugir às suas responsabilidades”. 
Jerónimo de Sousa sublinha que a resolução dos problemas que a região enfrenta não se faz com velhos protagonistas “ai os vemos, os que ontem nas autarquias, na assembleia da república e no parlamento europeu promoveram esta política de desastre a passear as soluções em movimentos de defesa pelo interior. Os que desmantelaram o ministério da agricultura, que fecharam zonas agrárias e despediram milhares de trabalhadores vem agora defender a desconcentração. Será que ficaram arrependidos? Não. Procuram é branquear a responsabilidade que tem no ponto a que o nosso país chegou”.   
Para o secretário geral do PCP são precisas novas políticas do interior “que criam emprego e ponham o país a produzir, que recupere os serviços públicos encerrados, que aposte nas capacidades endógenas da região apostando na diversificação da oferta, apostando no turismo, na valorização do património, na cultura. Que assegure a mobilidade a estas populações e elimine as portagens nas ex scuts”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2018 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados