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Domingo, 22 Abr 2018
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POLÍTICA
“O MEU AMOR INCONDICIONAL À COVILHÔ
Rádio Cova da Beira
É o título do romance, em dois episódios, escrito por José Armando Serra dos Reis, e apresentado na última reunião pública do executivo. O vereador da maioria socialista ironizava assim a resposta a Carlos Pinto, que o acusou de desconhecer o dossier – tribunal de trabalho – na resposta que deu sobre o tema ao vereador Adolfo Mesquita Nunes.
Por Paula Brito em 26 de Mar de 2018
 

 “O Sr. Vereador demonstrou aqui desconhecer este dossier na medida em que não informou das questões que já tinham sido colocadas pela câmara em sede judicial e que tinham sido recusadas, essa acção cautelar foi recusada pelo tribunal, daí que a Covilhã não tenha o tribunal de trabalho instalado, por uma questão de 50 mil euros”. Carlos Pinto, numa referência aos 50 mil euros que a RUDE reclama de obras de requalificação no edifício.

José Armando Serra dos Reis respondeu com o que designou de segundo episódio do romance “O meu amor incondicional à Covilhã.”

“O senhor teve dinheiro para construir uma sede dessa associação a 100% e agora quer pedir 50 mil euros e ainda quer levar mais 85 mil de quotas? Uma congénere que o senhor conhece muito bem nunca recebeu um tostão de quotas desta câmara, recebe agora 50 euros. O primeiro acto de amor incondicional à Covilhã que o senhor deve praticar é pedir à câmara que reduza a quota de 42.500 euros para 50 euros, e a câmara arranja-lhe dinheiro para lhe pagar os 50 mil, retire a associação de onde está, coloque-a no edifício devoluto e o tribunal de trabalho será instalado.”

O edifício devoluto a que se refere José Armando Serra dos Reis é o antigo Espaço das Idades, “devoluto e às moscas desde 2013”, como relembrou o vereador socialista no primeiro episódio do romance que volta ao tempo em que Carlos Pinto presidia ao município.

“O senhor construiu um edifício com dinheiros públicos onde essa associação (RUDE) e outras estiveram instaladas, só não entendo que amar a Covilhã acima de todas as coisas lhe permita colocar um camião à frente desse edifício, por lá correntes, e estar lá fechado e selado às moscas, não sabemos com que objectivo, talvez para por ao serviço de amar a Covilhã acima de todas as coisas...”

Carlos Pinto diz que José Armando Serra dos Reis confunde uma câmara com um estúdio de uma revista do coração.

“Estar numa câmara não é propriamente estar num estúdio da Caras ou de uma revista do coração a falar de amor, de amor e de amor, o senhor está no sítio errado para falar de amor, e mente quando fala aqui de quotas de 80 mil euros, e além disso não diz que esta câmara recebeu cerca de 6 milhões de euros de fundos comunitários canalizados por essa associação.”

Relembrando que não está na câmara na qualidade de presidente da RUDE, Carlos Pinto diz que José Armando Serra dos Reis, (que preside a uma associação congénere), “devia ter a ética de não abordar isso nessa qualidade, quando quiser convocar o presidente dessa associação para o seu gabinete, faça o favor.”

Carlos Pinto pediu à maioria socialista para deixar de estar “agarrada a Outubro de 2013”, mas voltou ao passado quando foi confrontado com as suas ausências da maioria das reuniões, este mandato, pelo vereador Jorge Gomes.

“Eu começo por lhe dizer que não tenha receio porque o recorde de ausências às sessões do executivo está muito bem entregue ao actual senhor presidente que, durante meses, semestres, trimestres, não pôs os pés na câmara por razões que nunca foram invocadas pelos outros vereadores por uma questão de ética.”


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