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Segunda, 22 Out 2018
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POLÍTICA
“É NECESSÁRIO REVER O PLANO”
Rádio Cova da Beira
O coordenador da união de sindicatos do distrito de Castelo Branco exige ao governo que avance com a revisão do plano nacional para a coesão territorial. A reivindicação foi apresentada na última reunião do conselho consultivo daquele organismo onde Luís Garra tem assento como representante da CGTP.
Por Nuno Miguel em 14 de Mar de 2018
Em conferência de imprensa, o coordenador da união de sindicatos afirma que “a inscrição de medidas avulsas num documento não faz uma política para o interior; mantivemos a posição que o mesmo é insuficiente nas medidas, limitado nos meios e omisso em muitas matérias, desde logo a necessidade da regionalização. Há urgência em que adoptarem medidas sérias e eficazes que respondam às propostas ilusórias e fantasistas de deslocalização de empresas, serviços e departamentos do litoral para o interior como se aqui houvesse uma guerra. Por isso defendemos a necessidade de proceder a uma revisão deste plano, centrando-o no emprego com direitos, qualificado e bem remunerado à luz das propostas que já apresentámos no âmbito da unidade de missão e também das que constam no nosso encontro sobre assimetrias regionais”.
Luís Garra acrescenta que, nesta reunião “o senhor ministro admitiu a necessidade de revisão do programa, não tanto pelas razões que nós apresentámos mas porque considera que já tem uma percentagem muito elevada de concretização. Também nos disse que está a ser feita uma reprogramação do »Portugal 20 20» mas não nos disse em que sentido isso está a ser pensado e também nos garantiu que na discussão que está a ser feita para o «Portugal 20 30», vai estar consagrado um programa específico para o interior com as respectivas dotações financeiras”. 
No entanto, o coordenador da união de sindicatos afirma que para o interior tenha futuro são necessários três grandes pressupostos complementares e inseparáveis “o primeiro é a dinamização da actividade económica através da industrialização do interior. O segundo passa pela criação de emprego e pela elevação dos rendimentos das pessoas, desde logo dos trabalhadores, através da valorização dos salários e o terceiro é a concretização da regionalização com a consequente criação das regiões administrativas, dotadas de autonomia, competências e meios financeiros”. 
A efectiva descentralização e regionalização dos fundos estruturais de coesão, a elaboração e divulgação de relatórios com informação regionalizada por comunidade intermunicipal e a participação dos sindicatos na avaliação dos projectos apoiados e nos conselhos estratégicos para o desenvolvimento intermunicipal foram outras das reivindicações apresentadas.

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