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Terça, 23 Out 2018
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SOCIEDADE
COVILHÃ: ESTUDANTES EM PROTESTO
Rádio Cova da Beira
V√°rias dezenas de alunos dos cinco cursos profissionais e vocacionais do agrupamento de escolas Frei Heitor Pinto, na Covilh√£, realizaram ao in√≠cio desta tarde uma ac√ß√£o de protesto √† porta daquele estabelecimento de ensino. Em causa est√£o sucessivos atrasos nos pagamentos dos apoios de transporte, alimenta√ß√£o e est√°gios, sendo que h√° situa√ß√Ķes que se arrastam, de acordo com os alunos, h√° mais de dois anos.
Por Nuno Miguel & Paulo Pinheiro em 13 de Mar de 2018

Luana Crisóstomo, uma das alunas envolvidas neste protesto lamenta a postura da direcção do agrupamento que sempre ignorou as sucessivas reivindicações dos alunos “temos o pagamento de vários subsídios em atraso, nomeadamente de alimentação transportes e estágio. Esse dinheiro é nosso e está a chegar a conta-gotas. Fizemos vários abaixo assinados e outros documentos que foram enviados ao director que ele sempre ignorou. Depois disso começou a pagar mas há muitos alunos que apenas receberam uma parte daquilo a que tem direito e o director ontem marcou, à última da hora, uma reunião que nós tínhamos pedido desde o início quando soube desta manifestação. No meu caso concreto já estou na universidade mas tenho verbas a receber há dois anos”. 

 

Reydinei Silva, aluno do curso profissional de desporto, refere que esta situação está a causar dificuldades acrescidas embora, no seu caso concreto, falte apenas receber a verba referente ao período de estágio “a mim falta-me receber o dinheiro do estágio porque como moro aqui na Covilhã não tenho direito a subsídio de transporte. Mas sabemos que há alunos que estiveram aqui há dois anos e ainda não lhes pagaram. Admito que essa situação pode causar dificuldades a vários alunos, nem todos estão aqui mas os que se interessam verdadeiramente pela situação estão aqui. Os que cá não estão pensam que tudo se vai resolver mas já aguardam há muito tempo por uma solução”.

 

Contactado pela RCB, o director do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto refere que “dos três problemas colocados pelos alunos apenas um é verdadeiro: os transportes”.

 

As bolsas de estudo estão todas pagas e quanto ao subsídio de refeição simplesmente não existe, uma vez que a escola tem refeitório”, explica o responsável do AEFHP.

Aníbal Mendes refere que as mudanças nos diferentes programas que apoiam estas áreas e a burocracia existente, dificultam a chegada dos valores monetários aos cofres do agrupamento, que ainda assim “em alguns períodos, tem avançado com o seu próprio dinheiro”, realça.

 

O director do Agrupamento adianta que no mês passado, "uma vez que foi feito um reembolso, foram pagas as bolsas de estágio e transportes referentes a alguns meses ficando por pagar Outubro e Novembro de 2017,e  Janeiro e Fevereiro 2018”.


De acordo com Aníbal Mendes, os alunos foram informados da situação, pelo aviso enviado às turmas dos cursos profissionais, e “na semana passada, no dia 5 de Março, recebemos a indicação que iria ser permitido a utilização de verbas em falta este mês. Por isso, informo que no final do corrente mês de Março, porque apenas falta a acreditação na nossa conta, os meses em atraso (Outubro, Novembro e Dezembro) irão ser pagos. Assim, chegaremos ao final de um período que foi complicado para a escola, para os alunos e sobretudo para as famílias”, conclui o director do AEFHP.


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