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"ISTO √Č POLITICA QUE ESTAMOS AQUI A TRATAR"
Rádio Cova da Beira
O advogado de V√≠tor Pereira disse esta manh√£, no in√≠cio do julgamento em que o actual presidente da C√Ęmara da Covilh√£ √© acusado, em coautoria com Manuel Santos Silva, do crime de prevarica√ß√£o de titular de cargo pol√≠tico, que se trata de um caso cl√°ssico de judicializa√ßao da pol√≠tica, indicialmente administrado pelo ex-presidente da C√Ęmara da Covilh√£, Carlos Pinto.
Por Paula Brito em 13 de Mar de 2018

Magalhães e Silva socorreu-se de uma citação para explicar por que motivo não foi pedida a abertura de instrução do processo. "Verás a verdade que falaste torcida por canalhas".

 

Vítor Pereira optou por falar ao tribunal onde disse que se fosse hoje, "estando na posse de toda a documentação, contexto político, factual e técnico", agiria da mesma forma "defendi os interesses do concelho da Covilhã, sendo justo", disse.

 

Questionado pela procuradora do Ministério Público porque motivo decidiu fazer o acordo e não deixou os órgãos de soberania funcionarem, uma vez que já existiam duas sentenças favoráveis, em primeira e segunda instância, Vítor Pereira disse que a sua experiência como advogado lhe diz que as acções nem sempre têm o desfecho esperado e por isso decidiu "comprar o risco, foi uma cautela, uma prudência para o município".

 

Questionado sobre o interesse do município no lote em causa, quando a câmara tem problemas financeiros, Vítor Pereira diz que o lote tem valor por estar numa zona nobre do Canhoso, e que não seria a verba em causa que iria resolver "os graves problemas financeiros da autarquia".

 

Vítor Pereira explicou todo o processo desde que dele teve conhecimento, ainda como vereador da oposição, até à decisão final que foi tomada, na reunião de novembro de 2014, onde "propus um valor metade do que estava em causa, dava como perdida a questão referente aos juros. Quero referir que as senhoras familiares do Dr. Santos Silva tinham uma intransigente indisponibilidade para resolver o problema".

 

Uma indisponibilidade que ficou a dever-se a um longo processo, iniciado no executivo de Carlos Pinto a quem chegou a ser proposto um acordo em que as familiares de Santos Silva desistiriam da indemnização, no caso do terreno ocupado pela estrada, e a CMC desistiria da acção, no caso do loteamento. Mas as duas partes nunca chegaram a acordo, nem com o executivo de Carlos Pinto, nem com o de Vítor Pereira uma vez que o acordo que está na base do processo (loteamento) excluiu o processo do terreno porque, segundo Vítor Pereira, não chegaram a um entendimento relativamente ao valor do terreno.

 

O autarca garantiu ao tribunal que a decisão tomada no executivo era do conhecimento de todos os eleitos que antes estiveram reunidos, numa reunião privada, durante mais de duas horas a formular todas as questões aos juristas do município.  

 

Vítor Pereira disse não ter memória de um assunto ser tão debatido na Covilhã como este, acusando o seu antecessor de "a coberto de um blogue" ter condicionado a opinião pública e, "inclusive contaminou o poder judicial."

 

Esta tarde, o actual presidente da Câmara Municipal da Covilhã vai continuar a ser ouvido assim como, o ex-presidente da Assembleia Municipal covilhanense, Manuel Santos Silva.  O Tribunal dispensou as testemunhas, que vão ser ouvidas no próximo dia 20 de Março.

 

 

 

 


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