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Terça, 11 Dez 2018
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SOCIEDADE
PORTAGENS: F√ďRUM APRESENTA ESTUDOS
Rádio Cova da Beira
A coloca√ß√£o de portagens na A 23 e na A 25 veio contribuir para um aumento da sinistralidade nas estradas da regi√£o. Esta √© uma das principais conclus√Ķes de um estudo realizado por uma equipa coordenada por Jo√£o Pereira dos Santos, investigador na faculdade de economia na universidade nova de Lisboa e que aponta para um aumento global do n√ļmero de acidentes na ordem dos quatro por cento entre 2011 e 2017.
Por Nuno Miguel em 09 de Mar de 2018
“O número total de acidentes aumentou cerca de quatro por cento no total nos municípios afectados pela introdução das portagens nas scuts em relação aos outros municípios. Se tivermos como base o número de acidentes em auto estrada, eles baixaram bastante porque menos carros passaram ali a circular e a diminuição ronda os 20 por cento. Mas esse declínio foi mais do que compensado pelo número de acidentes em estradas nacionais, cerca de nove por cento, e em entradas municipais também aumentou cerca de oito por cento”.  
O trabalho foi apresentado no fórum alargado sobre a temática, que decorreu na Covilhã, promovido pela plataforma que defende a abolição das portagens naquela duas vias. Para além do aumento do número de acidentes, também o número de vítimas cresceu globalmente cerca de três por cento no mesmo período “esse crescimento do número de vítimas é ligeiramente superior a três por cento; baixou muito nas auto estradas, cerca de 20 por isso, mas isso foi largamente compensado com um aumento de dez por cento nas estradas nacionais, nos IP´S e nas estradas municipais”.   O mesmo investigador coordenou um outro trabalho, relacionado com os impactos económicos que a medida causou à região. João Pereira dos Santos destaca que “a introdução das portagens levou a uma diminuição de 16 empresas por município médio e uma redução de 208 empregos. Podemos também concluir que as empresas mais afectadas são as de manufactura, que precisam de utilizar esta estrada para exportar os seus produtos para outros concelhos e até para Espanha”.
Outro dos trabalhos apresentados neste fórum diz respeito ao impacto ambiental causado pela construção da A 23 e da A 25. Um estudo que foi realizado por Paulo Carmo, dirigente da associação ambientalista “Quercus” que alerta para o facto de já ter sido apresentada uma queixa ao tribunal Europeu pelo facto de a concessionária da A 25 não estar a cumprir a legislação no que respeita aos estudos de ruído “já fizemos uma queixa ao tribunal europeu e é um processo que neste momento está em litígio. Aquilo que a lei e a directiva comunitária dizem relativamente aos troços rodoviários o concessionário da A 24, que é a «Ascendi» é o único que não cumpre nada. Poucos fazem, dos que tem cumprido a lei, mas esta empresa não cumpre em nada. Está na altura de termos uma postura diferente, até mesmo a nível judicial, uma vez que com o diálogo não foi possível levar a que a lei esteja a ser cumprida”. 

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