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Domingo, 24 Jun 2018
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AMC: ARGEMELA NÃO REUNIU UNANIMIDADE
Rádio Cova da Beira
Porta voz do grupo pela preservação da Argemela lamentou a falta de unanimidade da Assembleia municipal da Covilhã na votação da moção apresentada pelo presidente da União de freguesias de Barco e Coutada contra a exploração mineira na serra da Argemela. A moção foi aprovada por maioria, com seis abstenções, das bancadas do CDS-PP e da CDU.
Por Paula Brito em 09 de Mar de 2018
 

E se o CDS não justificou a votação, o líder da bancada da Coligação Democrática Unitária, Vítor Reis Silva, explicou os motivos da abstenção.

“A verdade é que a riqueza existe, é um recurso natural, e penso que o nosso país não está em condições económicas para deixar de aproveitar aquilo que tem. Uma grande diferença é esta: é que nós não defendemos a concessão a uma empresa privada mas que seja o próprio Estado, que aproveite os recursos, que os explore e que garanta às populações todas as preocupações ambientais e assegure que as mais-valias regressem às populações. Esta é a nossa posição, mas que se estude, dizer que não porque não é que penso que é muito redutor.”

A moção, aprovada por maioria, vai ser enviada aos ministérios da economia, ambiente, presidente da república, comissão parlamentar do ambiente e direcção geral de energia e geologia.

Foi no período destinado ao público que Maria do Carmo Mendes, porta-voz do grupo pela preservação da Argemela, lamentou a falta de unanimidade.

“Dos 403,71 hectares de exploração, 75% situam-se no concelho da Covilhã, eu acho uma vergonha esta situação. Enquanto que a câmara do Fundão, cuja área se limita apenas a 25%, votaram por unanimidade, existir na assembleia municipal da Covilhã quem se abstenha contra uma atrocidade que é esta que nos pretendem fazer.”

A também secretária da junta de freguesia da União Barco Coutada aproveitou a oportunidade para solicitar à câmara da Covilhã ajuda na criação de uma equipa multidisciplinar que ajude o grupo a contestar o estudo de impacte ambiental:

“Nós necessitamos de geólogos, advogados, arqueólogos, que nos ajudem a rebater o estudo de impacte ambiental que já está a decorrer, a empresa prevê que esse estudo de impacte ambiental seja feito em seis meses”.

Na resposta, José Armando Serra dos Reis, presidente em exercício na última assembleia municipal, elogiou o trabalho do grupo com quem a câmara da Covilhã “vai até ao fim”.


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