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Terça, 11 Dez 2018
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POLÍTICA
CDS FAZ DIAGNÓSTICO À SAÚDE NA REGIÃO
Rádio Cova da Beira
A aprovação da unidade de cardiologia de intervenção no Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) é uma boa notícia, mas não vem resolver os problemas que a região atravessa na área da saúde. Na intervenção inicial como líder da bancada do CDS-PP, Assunção Vaz Patto fez um diagnóstico preocupante à saúde na região.
Por Paula Brito em 09 de Mar de 2018
 

 “O aparecimento da cardiologia de intervenção no CHCB, num processo já iniciado pelo Professor Miguel Castelo Branco, pensado como um avanço técnico do CHCB que nós saudamos, não vai resolver a falta de material, os fornecedores não pagos, o esgotamento dos recursos humanos, a ausência de contratação de enfermeiros, médicos e auxiliares de acção médica, não resolve também o problema da prevenção, da doença e da planificação de cuidados para esta região.”

Para a líder da bancada do CDS-PP, o maior problema da saúde na região é a falta de resposta para as questões que se colocam a uma população cada vez mais envelhecida.

“25% dos nossos munícipes têm mais de 65 anos,  pergunto-me qual é a previsão feita para esta população na Beira Interior e na Covilhã, onde estão os médicos geriatras, oftalmologistas, otorrinos, médicos com capacidade de tratar doenças neurodegenerativas, as equipas dedicadas aos doentes e aos cuidadores e os sistemas de apoios.”

Problemas que contrastam com o optimismo do ministro da saúde, referiu ainda a deputada centrista.

“Ao discurso optimista do senhor ministro da saúde e às não verdades, para verdades e inverdades das notícias, contrapomos a estranha forma de vida que é a saúde neste país e principalmente no interior. O número elevado de utentes que se mantém sem médico assistente, as listas de espera que todos conhecemos, a falta de investimento na vinda de médicos, os concursos vazios, o encaminhamento para os parceiros externos dada a falência das estruturas, o desinvestimento progressivo numa estrutura que devia servir os doentes e parece servir toda a gente menos quem deve.”

Numa intervenção dedicada exclusivamente à saúde, Assunção Vaz Patto disse que apesar do cada vez maior investimento que é feito na saúde, 1.460 milhões no ano passado, os resultados deixam muito a desejar, lamentando ainda o desinvestimento, por outro lado, na prevenção e humanização dos cuidados de saúde.


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