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Quarta, 26 Set 2018
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POLÍTICA
“HÁ AINDA MUITO A FAZER”
Rádio Cova da Beira
O coordenador da união de sindicatos de Castelo Branco considera que há ainda um longo caminho a percorrer na promoção de igualdade entre mulheres em homens em questões como os salários e o acesso às profissões. A ideia deixada esta tarde Garra durante uma tribuna publica que decorreu junto à rotunda do operário para assinalar o dia internacional da mulher.
Por Nuno Miguel em 08 de Mar de 2018

Luís Garra sublinha que, do ponto de vista legislativo “em muitos contratos colectivos de trabalho já não está consagrada a discriminação entre mulheres e homens mas depois, na realidade, o que nós verificamos é que continua a existir uma maior dificuldade de acesso a determinadas profissões por parte das mulheres e isso também contribui para acentuar as desigualdades salariais. Por exemplo há secções em que trabalham 99,9 por cento de mulheres mas em que o chefe é homem. E nós perguntamos em que é que o homem tem mais capacidades que as mulheres que trabalham nessa secção?”.

 

A acção desta tarde esteve integrada na semana da igualdade, que a união de sindicatos tem vindo a promover desde a passada segunda-feira e onde, de acordo com o seu coordenador, foram feitos contactos com muitas centenas de trabalhadores em todo o distrito. Agora o tempo é de continuar a lutar para acabar com as desigualdades que continuam a ser sentidas “nós temos que continuar esta luta porque é na exploração, é na sociedade capitalista e é no mundo do trabalho que nascem todas as outras formas de desigualdade que se manifestam na sociedade. E é ai que nós encontramos as principais razões para a violência doméstica e todas as demais formas de violência”.

 

Luís Garra não deixou passar em claro a visita que o ministro da saúde vai efectuar esta sexta-feira ao distrito de Castelo Branco e espera que Adalberto Fernandes possa deixar respostas a algumas questões que preocupam a união de sindicatos “esperamos que o ministro dentro da sua agenda, que porventura será bastante preenchida, tenha um momento para falar com os representes dos trabalhadores dos hospitais e também para dialogar com os reformados dos lanifícios. Não queremos ocupar muito tempo. E queremos deixar claro que saudamos a vinda de ministros quando vêm anunciar coisas positivas para a nossa região mas não somos daqueles que, a pretexto disso, vamos meter debaixo do tapete os problemas que precisam de resposta”.

 


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