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Terça, 25 Set 2018
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POLÍTICA
PLATAFORMA RESPONDE A PEDRO MARQUES
Rádio Cova da Beira
O coordenador da união de sindicatos do distrito de Castelo Branco garante que as populações da Beira Interior não vão desistir da luta até que a abolição das portagens na A 23 e na A 25 seja uma realidade. Durante o fórum contra as portagens, que decorreu ontem na Covilhã, Luís Garra não perdeu a oportunidade para responder ao ministro das infraestruturas que, na véspera, afirmou publicamente que essa é uma questão que não está em cima da mesa.
Por Nuno Miguel em 08 de Mar de 2018
“Eu creio que o ministro ainda não percebeu com que território está a falar. E também ainda não percebeu que, para além de nós considerarmos que ele é arrogante, pedante é também um indivíduo que não percebe que governar não é impor. E se quis aproveitar o dia de ontem para pensar que iria introduzir factores de divisão no seio da plataforma, errou o alvo. As palavras dele, em vez de nos desanimarem, deram-nos mais força e vamos mostrar-lhe que na Beira também há quem mande e que os ministros passam e as pessoas ficam”.  
Durante este fórum foram apresentados dois estudos. O primeiro aponta para o crescimento na sinistralidade das estradas da região e um consequente aumento do número de vítimas em virtude da colocação de portagens. O segundo aponta para os impactos ambientais que a construção da A 23 e da A 25. De acordo com Luís Veiga, responsável do movimento empresarial “Pela Subsistência do Interior” os dados apontam que o estado prefere as receitas das portagens do que contribuir para a segurança dos cidadãos “perante a sinistralidade e daquilo que ouvimos falar da qualidade do ar eu chego ao ponto de dizer que o estado trocou as vítimas pelas receitas. Essa é a nossa convicção. Há aqui uma troca clara, naquilo que é um estado homicida e que se perpétua nesta situação, governo após governo. Temos de acabar com este processo de uma vez por todas e o ministro Pedro Marques é uma pessoa que não merece a nossa consideração e devia ser considerado «persona non grata» na nossa região”.  
José Gameiro, presidente da associação empresarial da Beira Baixa, outra das entidades que integra a plataforma contra as portagens, sublinha que a luta pela abolição progressiva não vai parar até porque o princípio do utilizador-pagador não serve os interesses da região “basta ir a um simulador da «Brisa», colocar os troços que quiserem e facilmente vemos os preços para quem tem de circular no mesmo número de quilómetros quanto é que se paga por quilómetro. Por exemplo entre a Soalheira e o Fratel paga-se quatro euros e 35 cêntimos, entre a Guarda e Mangualde quatro euros e toda a A5 paga dois euros e 10. O conceito do utilizador pagador é isto”. 

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