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Quinta, 13 Dez 2018
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POLÍTICA
AUTARCAS E PLATAFORMA LUTAM PELA ABOLIÇÃO DE PORTAGENS
Rádio Cova da Beira
Paulo Fernandes exige ao governo que torne públicos quais os troços da A 23 e da A 25 em que mais se faz sentir o aumento do valor das portagens que foi introduzido no início deste ano.
Por Nuno Miguel em 08 de Mar de 2018
No fórum pela abolição, que decorreu na faculdade de ciências da saúde da UBI, o presidente da câmara do Fundão sustentou que “neste momento o aumento das portagens que houve no mês de Janeiro não foi igual em toda a extensão da autoestrada. Por isso é exigível, por parte de nós todos, saber em que troços é que ela está a ser mais cara, porque é provável que seja nos troços de maior movimento. E o facto de isso não ser conhecido, no meu entendimento, coloca em causa as questões de transparência e de informação com todos nós”.
O ainda presidente da comunidade intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela alertou ainda para outra medida, que recentemente foi adoptada, e que pode violar o contrato de concessão “não sei se já repararam mas neste momento todos os nós que fazem ligação à A 23 estão com as luzes apagadas. Isso tem a ver com uma redução do nível de serviço que o estado concedente permitiu à concessionária. Uma parte desse serviço até podia nem estar no contrato de concessão mas, por questões de segurança, estava lá colocado e nos últimos tempos foi retirado”.  
Em representação da câmara municipal da Covilhã, José Armando Serra dos Reis sublinha que a autoestrada permitiu desencravar a região e abrir-lhe novas potencialidades de desenvolvimento mas a questão da abolição das portagens só será resolvida caso Portugal implemente um verdadeiro modelo de regionalização “a questão das portagens, da fixação das pessoas e da coesão territorial não se resolve sem uma verdadeira regionalização do país. Não vale a pena pensar de outra forma. O resto são pequenos incidentes que andamos aqui a ter. As autoestradas de Espanha não são gratuitas porque eles têm mais dinheiro, mas sim porque tem regiões. Vamos pela regionalização e pela coesão territorial”  
Já o representante do presidente da câmara de Belmonte, João Morgado, sustenta que a luta pela abolição deve ser vista como um causa de toda a região, atendendo às consequências negativas que a sua implementação veio causar “este é um factor que condiciona a região. Belmonte perdeu indústria mas tem subido em turismo e essa é uma questão importante e que pode contribuir para aumentar ainda mais esses números. A população que aqui vive, como é o meu caso, tem de pagar portagens todos os dias para ir da Covilhã a Belmonte. Ou então tem de ir pelas quintas e já por várias vezes tive de sair fora da estrada porque é uma zona muito estreita onde praticamente duplicou a circulação. São alternativas onde, por vezes, é muito perigoso circular”.

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