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Sábado, 15 Dez 2018
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CULTURA
CICLO DE TEATRO UNIVERSITÁRIO DE 14 A 24 DE MARÇO
Rádio Cova da Beira
É o mais antigo ciclo de teatro universitário do país. Realiza-se na Covilhã, ininterruptamente, há 22 anos, e este ano, apesar dos constrangimentos financeiros e de espaço, vai acontecer de 14 a 24 de Março, no teatro municipal da Covilhã. A redução do número de dias não diminuiu em nada a qualidade do ciclo que será a última iniciativa cultural antes de encerrar o teatro municipal para obras.
Por Paula Brito em 07 de Mar de 2018

“Tem sido cada vez mais difícil organizar este festival, os apoios são cada vez menos, mas mesmo assim, com a ajuda dos patrocínios locais, conseguimos organizar esta edição que tem menos dias, normalmente começa no aniversário do grupo de teatro e acaba no dia mundial do teatro, este ano vai só até dia 24, mas o facto de termos menos dias não diminui em nada a qualidade do evento e dos espectáculos que vão passar por cá.” Assegura Rui Pires, do Teatrubi.

Pelo palco do teatro municipal da Covilhã vão passar nove produções de grupos de teatro universitário oriundos de cinco países diferentes. Além de Portugal, vêm de Itália, Espanha, Costa Rica e México. A abertura do festival estará a cargo das companhias de teatro organizadoras do ciclo. Teatrubi e Asta estreiam nesse dia uma co-produção cujo título pode ser lido de diferentes formas A – Norma – Is “o título é um jogo de palavras, é brincar com a palavra, brincar com o que é a normalidade e a anormalidade, quem é que nos diz o que é normal? Portanto, são sete intérpretes portugueses, brasileiros, angolanos e são-tomenses, é um espectáculo multicultural, muito visual”.

O ciclo de teatro Universitário da Beira Interior tem este ano um orçamento de 31.250 euros, como frisou Sérgio Novo da ASTA, na conferência de imprensa de apresentação do evento.

“Não é um valor irrisório, é um valor considerável que, querendo ou não, é injectado na nossa comunidade, na nossa cidade, porque este valor diz respeito a dormidas, alojamento, divulgação, transportes e todo o material necessário para a normal realização de um ciclo de teatro.”

O ciclo de teatro universitário da Beira Interior é a última iniciativa que se realiza no teatro municipal da Covilhã antes de entrar em obras que se vão prolongar por mais de um ano. O que remete a organização para uma preocupação com o futuro:

“Não havendo espaço para ensaiar não sei como é que vai ser o Teatrubi para o ano, nem o ciclo de teatro. Este é o festival mais antigo do país, que se realiza há 22 anos ininterruptamente, e não queria quebrar esta ligação além disso, para o ano o Teatroubi faz 30 anos, está aqui a Dra. Regina, espero que nos ajude a encontrar um espaço.”

A vereadora com o pelouro da cultura na câmara da Covilhã, Regina Gouveia, admite a falta de alternativas enquanto duram as obras, mas salienta que o mais importante é as obras avançarem e terminarem quem sabe a tempo do próximo festival, se for mais tarde do que o habitual.

“Nós, como é óbvio, não temos aqui um espaço capaz de ser facilmente adaptado para esta finalidade e com a dimensão que se pretende, e também, se se vai investir aqui não podemos estar a investir noutro espaço. O importante é que se feche quando antes este teatro e que as obras se faça o mais rápido possível.”

Apesar da preocupação quanto ao local de ensaios e apresentação de espectáculos durante mais de um ano, Sérgio Novo acredita que serão encontradas alternativas e que a Covilhã não vai entrar no “período da Idade Média”. As obras no teatro municipal só pecam por tardias. Rui Pires recorda que o público é “um herói” por suportar o frio na sala que conta com uma média de uma centena de pessoas por espectáculo.


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