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Sábado, 23 Jun 2018
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SOCIEDADE
CÃO DE ÁGUA VENCE EXPOSIÇÃO CANINA NACIONAL DO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
Em dia de aniversário, a proprietária do cão de água que venceu a nona Exposição Canina Nacional do Fundão não podia receber melhor prenda. Marta Ribeira, viajou de Ferreira do Zêzere, e levou o primeiro de melhor exemplar da exposição, uma decisão de um juiz alemão que avaliou a final do certame.
Por Paulo Pinheiro em 07 de Mar de 2018

À RCB Marta Ribeiro não escondia a satisfação pelo prémio obtido

“Foi uma óptima prenda, não estava nada à espera. É uma tarefa muito difícil: primeiro ganhou o prémio de melhor exemplar de raças portuguesas e a seguir de toda a exposição. Foi muito bom e sendo uma raça portuguesa torna muito mais importante e especial o dia”, declara.

 

Para a tratadora, o primeiro prémio alcançado na exposição “é um orgulho. Trabalhamos com esta raça já há alguns anos e fazer estes pódios é muito complicado. Acresce que a decisão é de um juiz internacional, que não é de Portugal, e que dá valor a uma raça portuguesa e a um cão desta qualidade… é um dia inesquecível”, refere.   

 

O cão já tinha vencido a sua classe e na final conseguiu o primeiro lugar do pódio. Marta Ribeiro sublinha as características de um exemplar muito medalhado

 

“É um grande campeão. Vai fazer cinco anos e já tem muitos títulos conquistados a nível nacional e internacional. É campeão da Europa e este ano espero levá-lo ao campeonato do mundo, na Holanda. É um cão muito especial porque sempre viveu connosco. Vou daqui felicíssima”, declara.

 

Cerca de 450 cães, de cerca de 80 raças, passaram pelo pavilhão multiusos nos dois dias da exposição. Ao contrário de anos anteriores, o evento foi repartido pelo fim-de-semana em vez de apenas um dia. Uma decisão que veio dar ainda mais qualidade à iniciativa, como refere Rui Martins, representante do Clube Português de Canicultura, que conjuntamente com o município fundanense organizaram a prova

“O evento ganhou muito relativamente ao ano passado com a decisão da equipa técnica e da CMF de separar de o realizar em dois dias devido à exiguidade do espaço, que tem ao longo dos anos encolhido. Houve uma grande melhoria em qualidade, conforte e bem-estar dos animais e das pessoas que apresentaram os cães e dos visitantes”  

Alfonso Castells lladosa, de Múrcia (Espanha), pela primeira vez juiz da exposição, ficou surpreso com o evento

“É uma exposição que me surpreendeu muito positivamente pela organização, pela familiaridade, pelo ambiente, por tudo. É um evento que se realiza num recinto que todos gostaríamos que fosse maior, mas que aproveita ao máximo todas as possibilidades que tem. Apresenta uma boa decoração, é cómoda para quem participa e assiste, com um bom serviço, com expositores que desfrutam muito de todo o ambiente e para mim também foi muito bom porque tive ocasião de conhecer juízes de outros países que são de grande prestígio a nível internacional”

João Silvino, membro da equipa técnica e da organização da exposição, reconhece que a aposta nos dois dias foi acertada

“Este ano fizemos essa aposta que causa outro tipo de impacto nos expositores que se deslocam ao Fundão e no comércio local. Tínhamos a noção que poderíamos perder algumas inscrições, mas o número foi idêntico ao do ano passado. O balanço é muito positivo”, conclui.

Exposição Canina Nacional do Fundão que em 2019 assinala dez anos de existência e espera ainda um número maior de participantes.

 


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