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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
RECOMENDAÇÃO APROVADA
Rádio Cova da Beira
A assembleia municipal de Belmonte aprovou por maioria uma moção de recomendação ao executivo para que solicite a adesão formal ao “Movimento Pelo Interior” que foi criado em finais do ano passado. A proposta foi apresentada na última reunião do órgão pela bancada da coligação entre o PSD e o MPT.
Por Nuno Miguel em 07 de Mar de 2018
De acordo com Patrícia Eusébio “pretende-se que este movimento venha a definir um pequeno conjunto de medidas de políticas públicas e que, no prazo de três legislaturas, seja clara a reversão da situação a que hoje assistimos nos territórios do interior, nomeadamente ao nível da desertificação. Neste âmbito foi criada uma plataforma na internet para receber os contributos de todos os Portugueses que queiram colaborar com propostas e ideias. Esta é uma questão transversal à política e merece o empenho de todos que a queiram abraçar. Nesse sentido a assembleia municipal de Belmonte recomenda ao executivo a adesão do concelho de Belmonte a este movimento e também que se manifeste disponível para integrar todas as iniciativas que se manifestem de interesse para o desenvolvimento sustentado desta região”. 
Uma proposta que mereceu o voto favorável da bancada do PS. Licínio Benedito espera que este movimento possa apresentar propostas concretas que permitam inverter o ciclo demográfico negativo a que a região tem vindo a assistir “o problema demográfico que aqui foi apresentado pela senhora deputada é por demais conhecido de todos. Há projecções muito preocupantes e que tememos que venham mesmo a verificar-se se nada for feito. Nesse sentido esta moção vai no sentido de procurar inverter o actual rumo e por isso vai ter o nosso voto favorável”.
O único voto contra esta moção veio do eleito da CDU. José Alberto Gonçalves sublinha que “os proponentes e os seus partidos não querem saber dos impactos das suas políticas agrícolas, florestais, comerciais e industriais. Temos assistido é ao encerramento de escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos que reduziram o emprego e empobreceram as comunidades locais. Não querem saber da mobilidade no interior e das suas acessibilidades. Temos orçamentos de estado que nunca corrigem desigualdades. Foi pena que não tivessem aproveitado o poder político de que dispuseram para evitar o que veio a acontecer. Por isso o meu voto é contra”. 

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