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Domingo, 24 Jun 2018
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POLÍTICA
REVERTER O ENCERRAMENTO DA CGD EM SILVARES
Rádio Cova da Beira
Há pouco mais de um ano, Silvares deparou-se com a intenção da Caixa Geral de Depósitos de encerra o balcão da vila. Instituições e população mobilizaram-se tendo sido efectuada uma negociação entre autarquias e instituição bancária que garantia os serviços mínimos.
Por Paulo Pinheiro em 06 de Mar de 2018

Desde o início do ano que, de forma articulada, a Câmara Municipal do Fundão e a Junta de Freguesia de Silvares solicitaram uma reunião à administração da CGD para analisar o processo, “mas a verdade é que o balcão deixou de ter qualquer funcionário”, refere a presidente da junta daquela freguesia.

A situação motiva o descontentamento da população que a autarca silvarense levou à última sessão da Assembleia Municipal

“O transtorno que causa aos silvarenses não ter o balcão da CGD de proximidade é enorme. Porque proximidade não são 22 quilómetros de distância muito menos quando se usa uma via rodoviária que nos últimos anos teve apenas melhoramentos até Souto da Casa. Os silvarenses e outros concidadãos de outras aldeias vizinhas dos concelhos do Fundão, Covilhã e Pampilhosa da Serra deparam-se com um acordo rasgado, como era aliás intenção aquando da apresentação do plano de reestruturação das agências da CGD. Quiseram deitar areia para os olhos e sem nada prever estamos sem balcão”, disse.     

A autarca lembrou que o encerramento determina que os residentes naquela zona tenham que percorrer 30 quilómetros para terem acesso a serviços que só um balcão permite. Acresce ainda o facto da população daquelas localidades, muita envelhecida, ter redobradas dificuldades na utilização das novas tecnologias. A situação está a empurrar as pessoas a levantarem as suas poupanças, ficarem na sua posse, com todos os problemas de segurança que daí podem advir. Cláudia Pereira solicitou apoios a todos os membros da AMF para se unirem na reivindicação de reverter a situação

“Peço a todos os eleitos, com assento nesta Assembleia Municipal, que se unam para reverter esta situação e pugnar pela existência do balcão da Caixa Geral de Depósitos em Silvares.  Afinal o balcão era economicamente rentável”, sublinhou.

 

Também a bancada do PS apresentou uma moção sobre o assunto. Aprovada por unanimidade, fundida com a da presidente da junta de Silvares, a proposta sublinha a importância da proximidade dos serviços aos cidadãos, entre os quais os bancários que se situem em territórios fragilizados, e salienta que o encerramento do balcão da CDG em Silvares atinge as empresas e o comércio local “e não deixará de contribuir para a degradação da rede económica, já ela frágil”, disse José Pina. Para o eleito do PS, é inadmissível retirar o técnico referencial do balcão naquela vila

“Se é incompreensível que numa base de coesão territorial, que se deseja, se encerre a agência da CGD em Silvares é intolerável que se pretendam retirar os serviços personalizados que se têm mantido com um técnico em regime presencial minimizando o prejuízo causado pelo encerramento. É inaceitável deixar o contacto com as populações e as empresas apenas resumidas a unidades móveis que prestam serviço descontinuado no tempo”.  

 

O PSD votou favorável a proposta socialista e para Jean Barroca é inexplicável que uma agência que é financeiramente sustentável pode levantar argumentos para ser fechada

“Não há razão nenhuma. A única maneira de se entender esta situação é que a “água bate na rocha, mas quem paga é o mexilhão”. Continuamos no interior a ser vistos como um custo, mais uma vez um fardo do país e não a pagar o preço da agência de Silvares, mas talvez os custos de outras más gestões que ficaram por fazer”.

A concertação entre o município e a junta de Silvares foi sublinhada pelo Presidente da autarquia fundanense que deixou informações que indicam que a CGD pretende fazer mais cortes nos serviços mínimos


“Acho muito bem que esta questão se mantenha até porque neste momento há ameaças que ainda haja mais redução dos serviços mínimos, como expliquei à presidente da JF de Silvares, assim câmara e junta concertamo-nos, enviámos uma missiva comum, assim pedimos reuniões em conjunto e estamos coordenados neste processo”,

 

A moção vai ser enviada ao Primeiro-ministro, e Ministros das Finanças e da Economia.  


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