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Quarta, 26 Set 2018
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POLÍTICA
COVILHÃ E GUARDA UNIDAS PELA FERROVIA EM 2019
Rádio Cova da Beira
Começou a contagem decrescente para a obra de modernização da linha da Beira Baixa entre Covilhã e Guarda. Ontem, o ministro do planeamento e das infra estruturas assinalou na Covilhã o arranque das obras que, se cumprirem o prazo previsto no caderno de encargos, estarão prontas em Outubro de 2019.
Por Paula Brito em 06 de Mar de 2018

Um investimento de cerca de 77 milhões de euros, 52 milhões dos quais na empreitada que agora começa.

“Assinalamos aqui o início da obra que permitirá reabilitar e reabrir a ligação entre a Covilhã e a Guarda, encerrada há praticamente uma década. Uma obra que incluirá a construção da importante Concordância das Beiras que facilitará a circulação de comboios entre as duas linhas, particularmente na circulação para Espanha. Trata-se de um investimento de enorme importância para o interior do país, fomentando a coesão territorial e aproximando esta região.”

Conectada a um dos mais ambiciosos corredores europeus, o corredor ibérico, a obra aproxima também a região e o país da Europa, disse a Comissária Europeia dos Transportes e Mobilidade. Violeta Bluc espera que a região tire partido desta oportunidade de estar mais perto de um mercado único de 500 milhões de cidadãos. A obra, financiada em 80% pela União Europeia, “é um projecto de paz e de prosperidade, o transporte promove as bases disso, promove conectividade. Agora é com vocês: vão usá-la ou não?” desafiou a Comissária Europeia.  

A obra que agora começa contempla a modernização de 36 dos 46 quilómetros de ferrovia, uma vez que os primeiros 10 foram intervencionados em 2009, a automatização de 18 passagens de nível e a supressão de uma, no concelho da Guarda. A obra prevê ainda a reabilitação das seis pontes ferroviárias que existem ao longo do percurso.

O presidente da câmara da Covilhã, Vítor Pereira, classificou o dia de histórico para o interior do país que precisa de mais oportunidades como esta.

“O interior nunca terá oportunidade sem a solidariedade do governo e da União Europeia porque é preciso desencravar os nossos territórios, estou a falar do IC6, IC7, do IC 31, do IC37, porque a eles deve estar ligada uma rede capilar que una estas vilas e aldeias mais distantes destas vias estruturantes”.

No discurso, o ministro do planeamento e das infraestruturas não se referiu a nenhuma das reivindicações do autarca, no final, confrontado pela comunicação social sobre os Itinerários Complementares que estão previstos para o interior, o ministro sobre IC´s, nada disse.  


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