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Terça, 11 Dez 2018
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POLÍTICA
TODOS CONTRA A MINA NA ARGEMELA
Rádio Cova da Beira
Autarcas, deputados na Assembleia da República e dirigentes partidários não faltaram ao apelo do Grupo de Preservação da Serra da Argemela e integraram o cordão humano que se realizou domingo, na freguesia do Barco.
Por Paulo Pinheiro em 06 de Mar de 2018

O presidente da câmara municipal da Covilhã sublinhou que neste processo os autarcas do concelho estão solidários com a freguesia do Barco e comunga do receio que se vive com a criação de uma mina a céu aberto.

“Se dependesse do executivo local o problema estava resolvido, era não”, assegurou o chefe do executivo covilhanense. Vítor Pereira reconhece a importância para a economia local do projecto mas é preciso colocar o assunto nos dois pratos da balança e primeiro está a defesa dos interesses das populações

 

“Nada nos move contra estas empresas que aqui querem investir numa mina, até porque são importantes para a economia nacional, mas há sítios e sítios onde podem e devem intervir, apesar de aqui haver uma grande concentração de lítio, e de grande qualidade, mas…em primeiro lugar a defesa das nossas populações”, defende o autarca.  

 

Também o adjunto do presidente da câmara municipal do Fundão, Carlos Jerónimo, deixou uma mensagem inequívoca de rejeição de uma mina na Argemela

 

“Estamos aqui porque achamos que este projecto é contrário aos interesses locais e em termos ambientais pode ser um desastre. Como foi referido na última sessão da Assembleia Municipal do Fundão, não queremos umas Minas da Panasqueira dois na região”, frisou.

 

“Os Verdes”, o primeiro partido a colocar o assunto na Assembleia da República, fez-se representar pelos dirigentes Miguel Martins e Ema Gomes, da comissão executiva nacional, e trouxe a solidariedade às populações e autarcas locais

“Se este projecto mineiro avançar terá impactos gravíssimos para a qualidade de vida da população. Estamos aqui, como fizemos no passado, sendo os primeiros a apresentar uma pergunta ao Governo e mais tarde, em Junho de 2017, um projecto de resolução que está na respectiva Comissão. Entretanto, os outros partidos acabaram também por de arrasto apresentar iniciativas”, afirmou.   

 

Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República defende a necessidade do processo da Argemela ser travado

“Este projecto de exploração mineira para a serra da Argemela é um atentado ambiental, um atentado aos direitos das populações, não beneficia em nada este território, pelo contrário prejudica-o de forma fatal qualquer possibilidade de desenvolvimento desta região baseado na paisagem, no ambiente, na agricultura que são os principais projectos desta zona. É preciso travar este processo da Argemela, que não faz qualquer sentido!”, salientou o deputado.

 

Outro deputado, mas do PSD, eleito pelo distrito de Castelo Branco na AR, Manuel Frexes refere que a exploração mineira da Argemela não faz sentido, é danosa, inadequada e deixará um passivo ambiental enorme. O deputado não percebe porque é que o actual Secretario de Estado da Energia, natural de Penamacor, que conhece a zona, ainda não colocou um ponto final nesta intenção

“Face à unanimidade que existe em todos os segmentos da sociedade sobre este projecto não percebo como é que o Secretário de Estado da Energia, que tem a tutela desta área, que foi deputado por esta região, que nasceu no distrito (Penamacor) e conhece bem esta área, porque é que ainda não travou isto?”, questiona.  

 

Hortense Martins e João Marques, deputados do PS, eleitos pelo distrito de Castelo Branco, na Assembleia da República, juntaram o seu apoio e solidariedade à luta das populações autarquias

“Viemos lutar pela preservação da Serra da Argemela. Sabemos que o processo está em curso, mas desde o início que estamos junto das populações, dos nossos autarcas e representando também os seus interesses que passam pelo desenvolvimento das nossas terras”, disse Hortense Martins.  

 

O grupo “Pela Preservação da Serra da Argemela” e a juntas de freguesia da zona prometem não baixar os braços na luta contra uma mina a céu aberto que dista 500 metros, em linha recta, da freguesia do Barco.


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