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Domingo, 24 Jun 2018
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SOCIEDADE
“É URGENTE POR TRAVÃO AO ESCÂNDALO DA PRECARIEDADE”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que a direcção do sindicato têxtil da Beira Baixa vem, em comunicado, às notícias sobre a falta de mão-de-obra qualificada no sector têxtil “e de cada vez que essas notícias saem, aparece a pergunta legítima sobre as causas para isto acontecer, mas também aparece a insinuação torpe de que os desempregados não querem trabalhar”.
Por Nuno Miguel em 06 de Mar de 2018

Em comunicado o sindicato afirma que “não há trabalhadores nas empresas de lanifícios e de confecções porque a maioria dos trabalhadores ganha o salário mínimo nacional, sob o lema de «salário mínimo para trabalho máximo» e, por outro lado, o emprego que é oferecido é precário”, deixando no ar a questão quem é que quer ir para um sector que só oferece salários miseráveis e insegurança no trabalho e na vida?”.

 

O sindicato lança por isso um desafio “muito claro” às empresas “experimentem pagar melhores salários e acabar com a precariedade e verão que trabalhadores competentes e profissionais não irão faltar”, acrescentando que “algumas empresas, precisamente as que mais se queixam com a falta de pessoal, são as mesmas que, para fazer face às necessidades de pessoal, estão a recorrer a todas as formas de precariedade como contratação a termo e ou trabalho temporário, para ocupar postos de trabalho que têm carácter permanente, incluindo substituir trabalhadores que foram para a reforma”.

 

Neste comunicado, o sindicato sublinha que tais situações “são inaceitáveis e ilegais” porque “se o posto de trabalho já estava ocupado antes a admissão de novo trabalhador tem que ser feito com um contrato de trabalho efectivo. Por outro lado, o recurso a trabalhadores contratados a termo ou através de empresas de trabalho temporário é absolutamente ilegal e as empresas de lanifícios e confecções não podem recorrer a esta forma de contratação”.

 

O sindicato têxtil garante que já solicitou “a intervenção da ACT numa empresa em que este tipo de ilegalidade está a ser cometido e vai fazê-lo em todas as outras empresas em que tivermos conhecimento” esperando ainda que “haja celeridade” na intervenção da autoridade para as condições de trabalho “porque o governo não pode andar a encher o discurso com a necessidade do combate à precariedade e depois nada fazer para a impedir”.

 


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