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Terça, 11 Dez 2018
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POLÍTICA
“A SITUAÇÃO É INACEITÁVEL”
Rádio Cova da Beira
O vereador do CDS/PP na câmara municipal da Covilhã quer ver revisto com urgência o valor mínimo das rendas de habitação social naquele concelho. O tema esteve em cima da mesa na última reunião pública do executivo onde Adolfo Mesquita Nunes considera que o pagamento de uma renda mínima de 50 euros representa uma enorme taxa de esforço para vários agregados familiares e importa rever a situação o mais depressa possível.
Por Nuno Miguel em 02 de Mar de 2018
“Eu considero inaceitável que a câmara mantenha esta orientação que vem de mandatos anteriores e que impõe uma renda mínima de 50 euros nestas matérias. Se há oito anos atrás 50 euros era muito, o que torna mais incompreensível que tenha sido tomada essa deliberação, hoje com a crise continua a ser muito. Nós estamos a falar de famílias carenciadas às quais 50 euros representa uma taxa de esforço muito significativa. Nesse sentido importa denunciar essa situação e pedir à câmara que o faça com urgência”  
Na resposta o vereador com o pelouro da administração geral e finanças sustenta que esse valor mínimo foi fixado pelo anterior executivo. José Miguel Oliveira admite que há vontade em rever a situação mas alerta para as implicações financeiras que essa opção pode trazer ao abrigo do caminho seguido em alienar o valor das rendas à banca por um período de 30 anos “quando essa operação foi feita teve de ser apresentada uma projecção financeira e aquilo que hoje verificamos é que a câmara está não só a suportar esse custo como também o custo de todos os inquilinos que não tem conseguido cumprir. Acresce a isto a degradação do nosso parque habitacional, fruto do tempo que passa, e acabámos por ficar sem receitas para fazer a sua requalificação. A revisão do valor é uma possibilidade mas eu não posso deixar de alertar para as implicações financeiras que isso pode trazer para o município".
Nesta reunião do executivo os serviços técnicos admitiram que a situação está ainda a ser avaliada uma vez que há oito anos, atendendo às condições do parque habitacional, a fixação do valor de 50 euros de valor mínimo de renda foi considerado adequado mas há actualmente situações de beneficiários do rendimento social de inserção, que usufruem de baixas prestações, e tem dificuldades em cumprir com o pagamento das rendas.

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