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Terça, 11 Dez 2018
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SOCIEDADE
SAÚDE: "INVESTIMENTO PAROU HÁ DUAS DÉCADAS"
Rádio Cova da Beira
Na Cova da Beira, o investimento no sector da saúde parou há duas décadas. De ano para ano, os problemas avolumam-se e tardam soluções dos responsáveis. A radiografia feita pelo presidente da câmara municipal do Fundão na última sessão da assembleia municipal.
Por Paulo Pinheiro em 02 de Mar de 2018

O mote foi dado no período antes da ordem do dia pela Coligação Democrática Unitária. Para Luís Lourenço, o órgão não pode fazer de conta que nada se passa, nomeadamente no hospital do Fundão. É que desde Dezembro, data da última sessão da assembleia, as notícias sobre a unidade hospitalar são preocupantes

“Situações que denotam má gestão, falta de dinheiro, desvalorização do hospital do Fundão ou todas elas juntas. A Assembleia Municipal do Fundão não pode ficar silenciosa. Na última sessão foi deliberada a constituição de uma comissão que é preciso pô-la em andamento para que situações com estas não fiquem ignoradas por este órgão e para que a assembleia em conjunto com outras instituições, nomeadamente a CMF, possa intervier e manifestar a sua posição”, refere o eleito da CDU.

Também a bancada do PSD não perdeu a oportunidade para reivindicar uma política séria para o sector na Cova Beira. Os actuais indicadores, sublinha Jean Barroca, suportam a exigência dos social-democratas, a começar pelo hospital fundanense

“Mas se nem o raio do Raio X funciona que saúde querem oferecer aos cidadãos do Fundão. É preciso exigir que a ARS Centro, agora renovada, tenha uma política mais clara na Zona Centro e do Governo que tome as medidas necessárias para que a saúde dos portugueses do interior seja levada a sério de uma vez por todas”.

PS e Bloco de Esquerda não se pronunciaram sobre o tema, o presidente da câmara municipal começou por destacar o caminho conjunto que as câmaras da Cova da Beira (Belmonte, Covilhã e Fundão) estão a trilhar neste domínio, dando como exemplo o pedido de reuniões conjuntas à Secretaria de Estado da Saúde e à presidente da ARS Centro, mas o edil fundanenses não esconde que a saúde vive uma situação dramática neste território, desde logo em relação ao número de médicos e em equipamentos, e não é de agora

“Na componente da saúde parece que o tempo parou em termos de investimento no sector há 20 anos. Houve há 14 ou 15 anos ainda uma questão que ficou a meio que foi a construção do novo hospital do Fundão sem recuperar o antigo”.

O autarca confessa que não se lembra de ler ou ouvir notícias sobre a saúde na região como as que ainda recentemente foram públicas

“Como por exemplo não haver seguros nos carros …na saúde? Ou que existem carros que estão de tal maneira em mau estado se não forem os municípios a adquiri-los podem ficar na estrada, e alguns deles em situações tão importantes como o ambulatório”

Cuidados de ambulatório que são muito importantes para o concelho do Fundão, até como tendência de crescimento, disse o autarca.

Paulo Fernandes elogia a gestão do CHCB “que faz das tripas coração” para manter um serviço de qualidade que ainda tem, com uma sustentabilidade do seu projecto gestionário o mais correcto possível, mas o subfinanciamento a que tem sido votado tem que acabar

“Não é admissível que para investimentos de tão pequena monta o subfinanciamento crónico do CHCB o ponha “de joelhos” em relação à necessidade de finanacimento. De uma vez por todas, esta é uma situação que tem que ser resolvida porque já estamos a entrar em questões que podem potencialmente afectar os utentes”, defende o edil.

É urgente resolver a situação. Como é necessário avançar com o processo da criação da Unidade Local de Saúde que tenha como referencial apenas a Cova da Beira e não qualquer outra geometria

“A existir, sou adepto dela, sé é aceitável no quadro da Cova da Beira. Neste momento, qualquer outra geografia não me parece sequer plausível. Parece-me que seria uma forma de andarmos aqui mais um conjunto de anos a discutir aquilo que tantas décadas não resolveram”

Feroz adepto da ULS da Cova da Beira, Paulo Fernandes disse que tal atitude não o impede, pelo contrário, de defender o modelo de cooperação entre departamento de especialidades entre os hospitais da região.

O autarca fundanense deixou ainda a sugestão que também as assembleias municipais da Cova da Beira deviam analisar em conjunto a temática “porque é muito preocupante o que se passa”.

 

A Assembleia Municipal do Fundão aprovou por unanimidade cinco moções, entre as quais uma que reivindica uma Equipa de Intervenção Permanente) para os BVF, a única corporação do distrito que não tem uma EIP, outra que solicita à CGD que reverta o encerramento do balcão em Silvares e ainda a moção que se pronuncia contra a exploração mineira na Argemela. 


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